A ideia de quando começa a velhice pode estar mudando. Um estudo da Universidade de Stanford aponta que o envelhecimento biológico mais intenso acontece por volta dos 78 anos, o que coloca em debate a regra adotada no Brasil, que considera idosa a pessoa a partir dos 60.
Em entrevista ao Manhã CBN, o médico geriatra André Junqueira explicou que envelhecer vai muito além da idade no documento. Fatores biológicos, psicológicos, sociais e, principalmente, a funcionalidade são mais importantes do que o número de anos vividos.
Segundo o especialista, hoje é comum encontrar pessoas de 70 ou até 80 anos ativas, trabalhando, liderando equipes e mantendo autonomia. Na prática da geriatria, sinais como perda de independência, dificuldade nas tarefas do dia a dia e limitações cognitivas pesam mais do que a idade cronológica.
A conversa também destacou o impacto das desigualdades sociais no envelhecimento e a necessidade de políticas públicas focadas em qualidade de vida. Com a previsão de que o Brasil terá mais idosos do que crianças a partir de 2030, o desafio passa por estimular saúde, autonomia e participação social ao longo da vida.