CADÊ O DINHEIRO?: Plano de Governo de Flávio - Por Carlos Henrique Ângelo

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Por Carlos Henrique Ângelo

 

Lá vou eu de novo desafiar a fúria de minha amiga Beatriz “Totó” Coelho, jornalista e escritora de Juiz de Fora, que me acusa de trabalhar na campanha de Flávio Bolsonaro, tanto que falo nele. Mas o sujeito provoca. Claro que não tenho a pretensão de prejudicar sua campanha. Nem espero isso! Quero, isso sim, provocar seus defensores por aqui. E nada melhor que praticar o que Sun Tzu jamais escreveu em “A Arte da Guerra” (mas devia): “Se você não pode vencer o adversário, ria dele”.

 

Desse tsunami de más notícias, inaugurado com a declaração de amor de Flávio para Daniel Vorcaro, não se vislumbra sinais de arrefecimento. O candidato viu o oceano recolher as águas e aumentar a praia. Resolveu fugir justamente para o colo de Trump. Resultado: a imensa onda o pegou na volta, ao trazer consigo mais tarifaços e, pior, o ataque ao Pix. Sem evitar o repiquete do filme Dark Horse, que produz investigações até da Interpol nos EUA

 

Nem tudo porém é dor nos números da pesquisa Genial Quaest. Está certo que Lula ampliou a vantagem nas simulações de 2º turno> tecnicamente empatados na pesquisa anterior, em maio. Flávio vê Lula abrir agora seis pontos: 44% x 38%. O alento de Flávio está no primeiro turno: seus oponentes na direita permanecem ridículos: Lula dispara, com 39 pontos, contra 29 de Flávio.

Mas Caiado obteve vergonhosos três pontos, enquanto Zema ostenta portentosos dois pontos percentuais. Não servem nem para vice na chapa. Perigo mesmo é Lula continuar subindo e Flávio despencando, pois a soma de todos os concorrentes atinge 42 pontos. Bastaria Lula conquistar mais quatro pontos para vencer já no primeiro turno. E, pelo menos oficialmente, a campanha nem começou.

 

É preciso que o Brasil inteiro saiba, contudo, que as conquistas internacionais do país, vão para o espaço caso a direita vença as eleições. Isso não é especulação: é lógica. Flávio será o candidato, apesar das firulas de Zema e Caiado. Será, porque os concorrentes estão empacados em votação miserável. Será, porque Jair quer assim. E é ele quem manda e pronto!  Por isso o plano de governo de Flávio

contém apenas três pontos, não necessariamente nessa ordem:

1 – Enriquecer a família.
2 – Entregar o Brasil a Donald Trump, para enriquecer a família.
3 – Livrar Jair da cadeia, manter a tropa unida e enriquecer a família.

 

O item 2 pode até ser ampliado para superar a vassalagem de Javier Milei, da Argentina, e Delcy Rodríguez, a vice que entregou a Trump a cabeça de Maduro na Venezuela. Uma idéia é alugar um puxadinho em Washington para nele instalar uma Brasília itinerante.

 

Isso não é um exercício de futurologia. Nem é preciso bola de cristal ou atributos mediúnicos para concluir o que os fatos indicam. Isso fica claro a qualquer manifestação do PL, à exceção das publicações de Carlos Bolsonaro, que nada esclarecem e ninguém entende.

 

A família assume isso. Com a desfaçatez de um líder evangélico a exigir “uma singela contribuição” de milhares de reais. Ou com as barbaridades anunciadas, dia sim, dia também, da tribuna da Câmara pelo líder do PL, Sóstenes Cavalcante. Que, aliás, é pastor da Assembleia de Deus. Por isso é que jamais será explicado o destino do dinheiro amealhado, não apenas do Master, com a conversa de produzir o filme sobre Jair.

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