Alcimar da Silva Gonçalves, mãe de uma jovem de 28 anos, procura ajuda para conseguir atendimento especializado e a medicação necessária para o tratamento da filha. Segundo ela, a família enfrenta há quase três meses uma série de dificuldades para conseguir avançar no acompanhamento médico.
A jovem precisa passar por uma consulta com um médico geneticista, mas, segundo Alcimar, o Estado não dispõe do especialista para atender o caso pela rede pública.
A família busca uma avaliação que possa esclarecer o diagnóstico e indicar os procedimentos necessários para o acompanhamento da paciente.
Ainda conforme a mãe, a dificuldade para conseguir o especialista também tem impedido o avanço do tratamento.
Alcimar relata que a família precisa realizar exames específicos e obter um laudo médico detalhado para compreender melhor a condição da filha.
TFD está parado
Outro problema enfrentado pela jovem é a demora para conseguir o Tratamento Fora de Domicílio (TFD). Segundo Alcimar, o processo está parado porque a médica que acompanha a filha não consegue dar entrada no encaminhamento sem a participação de um assistente social.
A mãe afirma que a área de hematologia da Policlínica Oswaldo Cruz está há mais de cinco meses sem assistente social. Com isso, o encaminhamento da filha estaria sem andamento.
Para Alcimar, a falta do profissional tem dificultado o acesso da jovem ao atendimento especializado que ela necessita.
Medicamento negado três vezes
A família também enfrenta dificuldades para conseguir uma medicação de alto custo prescrita para a jovem.
Segundo Alcimar, o medicamento, composto por 14 comprimidos, já foi solicitado, mas teve o fornecimento negado pela farmácia em três ocasiões.
Diante das negativas, a mãe procurou a Defensoria Pública e protocolou um pedido para tentar garantir o acesso ao medicamento. No entanto, segundo ela, até o momento não recebeu resposta.
A situação preocupa a família, que afirma estar há quase três meses tentando conseguir tanto a medicação quanto os encaminhamentos necessários para o tratamento da jovem.
Família busca respostas
Alcimar afirma que a maior preocupação é conseguir uma avaliação especializada que permita esclarecer a situação da filha. Ela relata que a família tem enfrentado dificuldades para obter informações e dar continuidade aos procedimentos necessários.
Segundo a mãe, a ausência de profissionais especializados e os entraves nos encaminhamentos têm prolongado a espera por respostas e tratamento.
A família pede providências para que a jovem tenha acesso ao geneticista, ao TFD e à medicação solicitada.
O Rondoniaovivo deixa espaço aberto para que a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), a Policlínica Oswaldo Cruz e os demais órgãos responsáveis esclareçam a situação e informem quais providências serão adotadas para garantir o atendimento da paciente.