Um grupo de profissionais de saúde se uniu e criou a Organização Saúde Infinita voltada para a assistência médica aos ribeirinhos, população indígenas, quilombolas de habitam áreas remotas em nossa região. E entidade tem sede na cidade de Montenegro, no Vale do Jamari, em Rondônia.
À frente desse projeto está o médico da Universidade de São Paulo e que comanda o campus avançado da USP em Rondônia, Luís Aranha. Ele é um dos mais renomados pesquisadores em saúde tropical do Brasil e se estabeleceu em nosso Estado para coordenar pesquisas sobre doenças endêmicas na Amazônia.
O professor explicou que o objetivo da Organização é proporcionar melhores condições para que profissionais de saúde e estudantes de áreas médicas possam levar, cada vez mais, saúde de qualidade à essas comunidades isoladas que vivem nos rincões do Norte do Brasil.
“Nossa meta com a criação dessa ONG é buscar recursos para que possamos continuar desenvolvendo nossas atividades de ensino, pesquisa e assistência para esses grupos que vivem isolados na Amazônia”, declarou.
Dificuldades
Outro ponto destacado por Luís Aranha ao criar a entidade é que ela visa captar apoios financeiros para que o desenvolvimento das ações de saúde na região Amazônica. O médico observou que muitas vezes, os recursos para essas atividades são escassos, o que prejudica a continuidade de trabalhos de pesquisas e de atendimento às comunidades remotas.
“Temos tido muitas dificuldades na obtenção de recursos. Eu, por exemplo, tenho três projetos aprovados, mas recebi recursos de apenas um e que já acabaram. Quanto às emendas parlamentares, elas são enviadas para prefeituras com o compromisso de enviarem para nós e acabam não fazendo. Por isso, decidimos fazer a nossa ONG onde administraremos os recursos e prestaremos contas, é mais fácil assim”, finalizou