O valor destinado aos integrantes da CCJ representa cerca de 7% de tudo o que o Executivo empenhou em emendas em 2026
Foto: Agência Senado
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Integrante da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, o senador Marcos Rogério recebeu R$ 28,9 milhões em emendas parlamentares liberadas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva antes da sabatina do indicado do Palácio do Planalto ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O governo federal empenhou R$ 889,7 milhões em emendas parlamentares nos primeiros 27 dias de abril para os 27 senadores titulares da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). O colegiado realizou nesta quarta-feira (29) a sabatina de Jorge Messias, indicado por Lula para ocupar uma vaga de ministro do STF.
O valor destinado aos integrantes da CCJ representa cerca de 7% de tudo o que o Executivo empenhou em emendas em 2026 até o momento. Nos bastidores de Brasília, parlamentares relatam uma intensificação na liberação dos recursos nos dias que antecederam a votação considerada estratégica para o governo.
Marcos Rogério, um dos principais nomes da oposição ao Planalto no Senado e aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, integra a comissão responsável por analisar o nome indicado ao Supremo antes da votação em plenário.
Embora a liberação de emendas seja prática prevista na relação entre Executivo e Congresso, o volume concentrado às vésperas da sabatina reacendeu críticas sobre possível uso político dos recursos para reduzir resistências e ampliar apoio ao indicado do governo.
A indicação ao STF é considerada uma das decisões mais importantes de qualquer presidente da República, já que os ministros possuem mandato até a aposentadoria compulsória. Por isso, articulações envolvendo cargos, apoio político e liberação de verbas costumam ganhar força durante o processo de aprovação no Senado.
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