O pastor e deputado Gilberto Nascimento (PSD-SP), aliado de primeira hora do pastor Silas Malafaia em São Paulo, não assinou a CPMI do Banco Master.
A ausência do seu nome na lista liberada pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ) caiu como uma bomba nos bastidores da Bancada Evangélica e acendeu o sinal de alerta entre os parlamentares da oposição.
Gilberto Nascimento assumiu a presidência da Frente Parlamentar Evangélica (FPE) em 2025 com o suporte direto e ostensivo de Malafaia.
Na época, o líder da ADVEC telefonou pessoalmente para dezenas de parlamentares, garantindo que Nascimento vencesse as alas moderadas da bancada.
O objetivo de Malafaia era ter um aliado fiel no comando para barrar avanços progressistas, mas agora, o silêncio de Nascimento diante de uma investigação que mira o sistema financeiro gera um ruído ensurdecedor.
A Investigação: Banco Master e o Golpe Bilionário
A CPMI do Banco Master busca apurar fluxos de capitais ligados à Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. O foco está em:
Supostas irregularidades em fundos de pensão;
Movimentações financeiras atípicas;
Cruzamento de dados com a sensível CPMI do INSS.
A recusa de Nascimento em assinar a investigação é vista por colegas de bancada como uma tentativa de evitar o desgaste de setores poderosos do sistema financeiro ou, pior, uma estratégia para proteger interesses que ainda não vieram a público.
Enquanto a maioria dos deputados do PL e as alas mais combativas do conservadorismo já deram o “de acordo” para a CPMI, a FPE sob o comando de Nascimento parece caminhar em outra direção.
O questionamento nas redes sociais e nos corredores da Câmara é um só: por que o “homem de Malafaia” está evitando investigar o Banco Master?
Até o momento, nem Nascimento nem o pastor Silas Malafaia se manifestaram oficialmente sobre o motivo desta omissão.