Ex-parlamentar teria recebido “extra” para votar de forma favorável em projetos na Alero
Foto: Euclides Maciel (à esquerda) teria recebido propina do então presidente da Alero, Valter Araújo (à direita) - Montagem/Rondoniaovivo
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A Justiça de Rondônia condenou nesta semana, o ex-deputado estadual Euclides Maciel, à época filiado ao PSDB. O crime punido foi de corrupção passiva. De acordo com a decisão, o ex-parlamentar recebeu 30 mil reais em propina para à favor de projetos na Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero), então presidida por Valter Araújo.
O dinheiro recebido por Euclides foi comprovado na ação judicial por meio da quebra do sigilo bancário. Segundo a denúncia, a transferência foi realizada diretamente por uma empresa ligada a Valter Araújo.
A sentença aponta que Maciel foi condenado a dois anos e meio de reclusão, além de 18 dias multa por corrupção passiva. Mas, a Justiça estadual modificou a pena por prestação de serviços à comunidade durante o mesmo período. Além disso, foi estabelecida uma multa de 10 salários-mínimos baseados no atual valor de R$ 1.320 (total de 13.200 reais).
O processo judicial, além da sentença divulgada nesta semana, ainda traz um trecho de um diálogo entre Euclides Maciel e Valter Araújo, após escutas telefônicas autorizadas pelo Poder Judiciário:
Valter: - Fala companheiro.
Euclides: - É que eu tô chegando em Brasília, por isso que saiu do ar. Eu vou embarcar daqui a pouco pra.... Me diz só uma coisa, como é que nós…. Amanhã querem que vote o negócio da pesca? Eu vou votar com quem?
Valter: - Comigo… Você vai votar comigo.
Valter: - Eu sou 100% a favor da derrubada do veto.
Euclides: - Derrubar o veto então?
Valter: - Derrubar o veto.
Ainda cabe recurso da decisão e o TJRO (Tribunal de Justiça de Rondônia) ainda deu a Euclides Maciel o direito de recorrer em liberdade. Até o momento, as defesa dos ex-parlamentares ainda não se pronunciaram sobre o assunto.

Operação Termópilas foi deflagrada em 2011 e resultou em pelo menos 10 mandados de prisão preventiva e outras ações - Foto: Eliênio Nascimento/Diário da Amazônia
Termópilas
A Operação Termópilas, deflagrada pela Polícia Federal e Ministério Público de Rondônia em 2011, trouxe o crime praticado por Euclides e Valter Araújo. As ações miraram uma quadrilha acusada de fraudar licitações e contratos dentro do Governo de Rondônia.
Na ocasião, foram cumpridos 10 mandados de prisão preventiva, quatro de temporárias e 57 ordens de busca e apreensão em seis cidades do estado.
Cerca de 20 pessoas foram indiciadas em quase 70 ações penais. Os crimes cometidos incluem formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, violação de sigilo, entre outros.
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