Uma operação conjunta entre forças de segurança estaduais e federais deflagrada na manhã desta sexta-feira (16/) resultou na prisão do principal investigado por financiar, encomendar e distribuir drogas sintéticas na capital rondoniense.
A ação integra a Operação Madeira-Mamoré, coordenada pela Delegacia da Polícia Federal de Guajará-Mirim/RO, com atuação direta da 1ª Delegacia de Repressão a Narcóticos (Denarc/PCRO), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFRON), Núcleo Integrado de Inteligência de Fronteira (NIIF) e apoio da Operação Protetor das Fronteiras (MJSP).
As investigações do Denarc tiveram início em junho de 2026, após a interceptação de uma encomenda contendo mais de 1.100 comprimidos de MDA (substância sintética popularmente conhecida como ecstasy).
A partir dessa apreensão, a polícia mapeou o esquema financeiro, as rotas de transporte e a logística de comercialização dos entorpecentes em Porto Velho.
Durante o cumprimento das ordens judiciais expedidas pela 2ª Vara de Garantias de Porto Velho, as equipes dirigiram-se a um imóvel no bairro Flodoaldo Pontes Pinto, na zona Norte. No local, foi cumprido o mandado de prisão preventiva contra E. S. L., de 31 anos.
Segundo a Polícia Civil, o suspeito é apontado como o gestor logístico do grupo, responsável por custear a compra e organizar a distribuição das substâncias, cujo público-alvo central eram frequentadores de festas no estilo rave.
Devido à recusa do morador em franquear a entrada dos policiais, a equipe precisou arrombar o portão para acessar a residência. A ação contou com o suporte do Núcleo de Operações com Cães (NOC/DENARC) e uso de cão farejador K9. Aparelhos celulares do investigado e de familiares foram apreendidos para perícia técnica.
Em ação simultânea, policiais efetuaram mandado de busca e apreensão no bairro Agenor de Carvalho, zona Leste da capital. O alvo foi a residência de J. F. O. A., identificado no inquérito como o responsável pelo recebimento e transporte físico das remessas de droga que chegavam à cidade.
No endereço, foram recolhidos mídias digitais e dispositivos eletrônicos, que passarão por análise e extração de dados autorizada pela Justiça.
Todo o material apreendido será periciado com o objetivo de identificar outros elos da cadeia criminosa, incluindo fornecedores regionais, intermediários e compradores de grande porte.
Após ser interrogado no Denarc e submetido aos exames de praxe, E. S. L. foi encaminhado ao sistema prisional de Porto Velho.