A tranquilidade do município de Itapuã do Oeste (RO) foi abalada no dia 16 de janeiro de 2026, quando o trabalhador Victor Henrique foi assassinado a tiros pelas costas enquanto exercia sua função.
O crime gerou indignação na comunidade local, que agora rompe o silêncio para exigir justiça e expor detalhes de uma suposta rede de apoio montada para acobertar o autor dos disparos.
De acordo com relatos de moradores que preferem não se identificar por temor de represálias, a autoria material do homicídio recai sobre Nicolas Pereira Guedes.
Embora a identidade do atirador seja amplamente comentada na região, as investigações apontam desdobramentos alarmantes sobre a logística do crime e a fuga do suspeito.
Conforme apurado junto a fontes ligadas à comunidade, Nicolas não teria agido sozinho na preparação do atentado.
Wanderson, conhecido pelo apelido de "Cara de Peixe", é apontado como o responsável por fornecer a arma de fogo e os meios necessários para que o crime fosse executado.
Wanderson foi preso, mas Nicolas conseguiu escapar do cerco policial logo após o homicídio.
O que revolta os moradores de Itapuã do Oeste é a rede de proteção familiar que teria garantido a fuga de Nicolas para fora do estado.
Informações trazidas à tona pela comunidade indicam que a própria família do suspeito teria se mobilizado ativamente para tirá-lo de Rondônia.
Entre as estratégias utilizadas para despistar as forças de segurança, relatos apontam que Nicolas teria entregue comparsas de facção ligada ao Comando Vermelho e apontado pontos de venda de drogas na cidade, em uma tentativa de desviar o foco da polícia e ganhar tempo para a fuga rumo ao Mato Grosso do Sul.
Além disso, pesa contra os familiares a acusação de obstrução da justiça.
A mãe do suspeito é apontada como peça central no plano de acobertamento: mesmo ciente de que o filho havia tirado a vida de um trabalhador inocente, ela teria mentido reiteradamente em depoimentos à polícia, afirmando não manter contato com o foragido, enquanto coordenava o apoio logístico e financeiro para a sua saída do estado.
A impunidade, no entanto, chegou ao fim para Nicolas. A comunidade recebeu nesta semana a notícia de que o foragido foi preso em flagrante após cometer um crime de roubo.
Durante a checagem de antecedentes na delegacia, os policiais identificaram que havia um mandado de prisão em aberto expedido em seu nome justamente pelo homicídio de Victor Henrique.
Para os moradores de Itapuã do Oeste, a prisão traz um alívio temporário, mas o sentimento coletivo é de que o caso precisa ser investigado a fundo, alcançando não apenas o executor e o fornecedor da arma, mas também responsabilizando todos aqueles que, através de mentiras e suporte logístico, ajudaram um assassino a escapar da lei.
O espaço segue aberto para manifestações das defesas dos citados e das autoridades policiais de Rondônia.