Uma moradora de Porto Velho relatou ter vivido o momento mais difícil de sua vida após descobrir que foi infectada intencionalmente com o vírus HIV durante um relacionamento.
A vítima, que mantinha uma rotina ativa de exercícios físicos, começou a apresentar febre, dores intensas e um cansaço inexplicável, sintomas cuja piora repentina motivou a realização de exames que confirmaram a infecção.
O caso deu origem a uma investigação policial e a uma ação judicial contra o ex-namorado da vítima, o dentista Jean José Dunga, de 41 anos.
Em agosto, o acusado foi condenado a cinco anos de prisão em regime semiaberto, além de ter sido sentenciado ao pagamento de R$ 50 mil de indenização à vítima, cabendo recurso por parte da defesa.
O réu havia sido preso em 10 de junho e passou a cumprir a pena no regime estabelecido.
No entanto, diante da suspeita de que outras mulheres também possam ter sido infectadas, o Ministério Público de Rondônia (MP-RO) solicitou a decretação de sua prisão preventiva em regime fechado.
O pedido foi aceito pela Justiça, amparado no risco de novas contaminações.
As investigações começaram a partir de atendimentos do Núcleo de Atendimento às Vítimas (Navit) do Ministério Público.
Conforme o órgão, o profissional é acusado de transmitir intencionalmente o HIV a pelo menos quatro mulheres e ainda responde a outro processo relacionado ao mesmo tipo de crime.
O Ministério Público alerta que podem existir outras vítimas ainda não diagnosticadas e orienta que mulheres que tenham mantido relacionamento com o acusado busquem orientação e exames.