O esquema também envolveria adulteração de combustíveis e ocultação de bens
Foto: Divulgação
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A nova fase da Operação Carbono Oculto realizada no decorrer desta semana recolocou os bancos privados no centro de uma das maiores investigações sobre lavagem de dinheiro do crime organizado no Brasil. O Ministério Público de São Paulo e a Receita Federal apontam que fintechs, fundos de investimento e empresas de fachada teriam movimentado quase R$ 26 bilhões em um esquema ligado ao PCC.
A ofensiva de quinta-feira (28) integra a Operação Fluxo Oculto, desdobramento das investigações anteriores, e mobilizou mais de 150 agentes para cumprir 59 mandados judiciais contra seis novas fintechs suspeitas de operar como bancos paralelos da facção criminosa.
Segundo os investigadores, o grupo utilizava plataformas de pagamento digital, contas-bolsão e estruturas financeiras sofisticadas para ocultar recursos ilícitos, lavar dinheiro e movimentar patrimônio sem controle oficial. O esquema também envolveria adulteração de combustíveis e ocultação de bens.
As apurações indicam que empresas de fachada eram usadas para disfarçar transações financeiras e integrar recursos do tráfico de drogas ao sistema econômico formal. Para o Ministério Público, o modelo permitia ao PCC ampliar sua capacidade de movimentação financeira com aparência de legalidade.
A investigação reforça a estratégia das autoridades de focar na asfixia financeira das facções criminosas, atingindo operadores financeiros, empresas de fachada e mecanismos de lavagem de dinheiro usados pelo crime organizado.
Autoridades avaliam que o avanço das facções sobre estruturas financeiras sofisticadas representa um novo desafio para os órgãos de controle, especialmente diante da crescente utilização de fintechs e plataformas digitais para ocultação de patrimônio e circulação de recursos ilícitos.
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