Os números mais recentes divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam um retrato de contrastes em Alta Floresta do Oeste. Enquanto o município apresenta crescimento populacional, equilíbrio nas contas públicas e um Produto Interno Bruto (PIB) per capita acima da média de muitos municípios rondonienses, indicadores sociais mostram que ainda existem desafios importantes a serem enfrentados nas áreas de desenvolvimento humano e saúde pública.
Segundo a estimativa populacional de 2025, Alta Floresta do Oeste possui 22.787 habitantes. O número representa crescimento em relação ao Censo de 2022, quando o município registrou 21.494 moradores. O aumento demonstra uma recuperação demográfica em uma região que, durante décadas, enfrentou oscilações populacionais provocadas por transformações econômicas e mudanças no perfil produtivo rural.
Apesar da extensa área territorial de 7.067 quilômetros quadrados, a densidade demográfica permanece baixa, com apenas 3,04 habitantes por quilômetro quadrado. O dado evidencia uma característica típica dos municípios do interior de Rondônia: grandes extensões territoriais e população distribuída em áreas rurais e comunidades afastadas.
Na área econômica, os indicadores chamam atenção positivamente. O PIB per capita alcançou R$ 48.680,68 em 2023, refletindo a força da agropecuária, principal motor econômico local. O resultado demonstra que a geração de riqueza no município continua sustentada pela produção rural, especialmente nas cadeias da pecuária e da agricultura.
As finanças municipais também apresentam cenário favorável. Em 2024, a prefeitura registrou receitas brutas superiores a R$ 147,8 milhões, enquanto as despesas empenhadas ficaram em aproximadamente R$ 136,5 milhões. A diferença entre arrecadação e gastos indica capacidade de investimento e margem fiscal para manutenção dos serviços públicos e execução de obras.
Na educação, Alta Floresta do Oeste alcançou índice de escolarização de 97,44% entre crianças e adolescentes de 6 a 14 anos, resultado considerado bastante positivo e próximo da universalização do acesso à educação básica.
Por outro lado, alguns indicadores reforçam a necessidade de avanços em áreas sociais. O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), último disponível pelo IBGE, é de 0,641. Embora classificado como médio, o indicador mostra que ainda existe espaço para melhorias em aspectos como renda, educação e longevidade.
Outro dado que merece atenção é a taxa de mortalidade infantil. Em 2023, o município registrou 10,44 óbitos para cada mil nascidos vivos. Embora esteja dentro de uma realidade observada em diversos municípios brasileiros, o índice evidencia a importância da continuidade dos investimentos em saúde preventiva, assistência materno-infantil e acompanhamento pré-natal.
A análise geral dos dados mostra que Alta Floresta do Oeste vive uma situação de relativa estabilidade econômica e fiscal, impulsionada principalmente pelo agronegócio. No entanto, os números também indicam que o crescimento econômico precisa continuar sendo acompanhado por políticas públicas voltadas à melhoria da qualidade de vida da população.
O desafio para os próximos anos será transformar os bons indicadores econômicos em avanços mais expressivos nos índices sociais, garantindo que o desenvolvimento gerado pela economia chegue de forma cada vez mais ampla aos moradores do município.