Uma reportagem publicada pela Folha do Sul On Line trouxe detalhes sobre a disputa envolvendo o controle administrativo do Hospital Regional de Vilhena, considerado o maior hospital público do Cone Sul de Rondônia.
A situação vem mobilizando autoridades municipais e estaduais, vereadores e o Ministério Público, diante das discussões sobre uma possível substituição da Santa Casa de Chavantes, Organização Social responsável atualmente pela gestão do Hospital Regional, da UPA e do Instituto do Rim no município.
Segundo a publicação, o Hospital Regional foi devolvido ao Governo de Rondônia no final do ano passado. Apesar disso, a administração estadual manteve a Santa Casa de Chavantes na condução da unidade através da renovação periódica do contrato existente com a Prefeitura de Vilhena.
O acordo prevê repasses mensais do Estado para custeio da estrutura hospitalar. Inicialmente os valores eram de R$ 6,5 milhões mensais, posteriormente reajustados para R$ 7 milhões. No entanto, relatos de atrasos nos repasses teriam motivado uma recente reunião envolvendo autoridades da saúde e representantes do Ministério Público.
O Hospital Regional de Vilhena possui atualmente 224 leitos de enfermaria, além de 20 leitos de UTI adulto e nove leitos neonatais, sendo referência para municípios de toda a região sul de Rondônia.
Ainda conforme a reportagem da Folha do Sul On Line, o Governo do Estado estaria avaliando alternativas para assumir diretamente a gestão da unidade ou substituir a atual Organização Social por outra entidade. Porém, a eventual mudança enfrenta obstáculos legais e técnicos.
Isso porque uma troca sem licitação dependeria da comprovação de situação emergencial na saúde pública local. O tema ganha ainda mais repercussão porque o prefeito Delegado Flori responde investigação relacionada à contratação emergencial da própria Santa Casa no passado.
Ao comentar a situação, o prefeito afirmou que a principal preocupação da administração municipal é garantir a continuidade do atendimento à população.
Segundo ele, o atual modelo de gestão permitiu melhorias importantes nos serviços prestados pelo Hospital Regional e qualquer mudança precisa ocorrer sem comprometer o atendimento da população.
O caso segue sendo acompanhado de perto por autoridades, profissionais da saúde e moradores da região, diante da importância estratégica do Hospital Regional para o Cone Sul de Rondônia.