O primeiro pilar é manter uma rotina regular, inclusive aos fins de semana.
De acordo com Estol, a consistência nos horários de dormir e acordar está associada a melhores resultados para a saúde, enquanto mudanças bruscas na rotina podem desregular o relógio biológico.
Essa diferença entre os dias úteis e o fim de semana também foi relacionada a um maior risco de depressão.
Pesquisas citadas pelo neurologista ainda apontam alterações em marcadores de inflamação e lesão celular entre jovens submetidos à restrição de sono.
O segundo ponto é evitar grandes variações nos horários de descanso.
A dificuldade para levantar na segunda-feira, por exemplo, pode estar ligada ao hábito de dormir e acordar muito mais tarde no fim de semana.
Já o terceiro pilar é a qualidade do sono, que pode ser avaliada pela proporção do tempo na cama em que a pessoa realmente permanece dormindo.
Segundo o especialista, o ideal é que esse índice alcance pelo menos 85%, em vez de passar longos períodos acordado durante a noite.
O sono também pode mudar com a idade.
Entre pessoas com mais de 65 anos, Estol aponta que 15% têm dificuldade para adormecer, 20% enfrentam problemas para continuar dormindo e 35% acordam cedo demais.
O neurologista ainda alerta que dormir menos do que o necessário está associado a um risco maior de demência.
Por isso, manter horários consistentes e priorizar um descanso de qualidade são medidas importantes; dificuldades persistentes para dormir, porém, merecem avaliação profissional.