MPF abriu investigação após denúncias de ameaças a indígenas; Exército monitora região de São Gabriel da Cachoeira
Foto: Unisinos
Receba todas as notícias gratuitamente no WhatsApp do Rondoniaovivo.com.
Comunidades indígenas de São Gabriel da Cachoeira, no extremo noroeste do Amazonas, denunciaram a presença de homens armados vindos da Colômbia em território brasileiro.
Os relatos apontam ameaças a moradores, restrições ao acesso às roças e circulação de grupos armados nas regiões do Alto Tiquié e Baixo Uaupés. Diante da situação, o Ministério Público Federal (MPF) abriu inquérito civil e pediu reforço das Forças Armadas e da Polícia Federal na área de fronteira.
As denúncias foram encaminhadas pela Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn) e por organizações indígenas locais.
Segundo os relatos, os avistamentos se tornaram frequentes a partir de meados de agosto e atingiram comunidades como Rio Castanho, São Filipe, Morro de Beija-Flor, Cachoeira Comprida e Cunurí.
As lideranças estimam que cerca de 2 mil homens possam estar circulando em território brasileiro.
O número, entretanto, não foi confirmado pelas autoridades e a identidade exata do grupo também permanece sob investigação.
Portanto, não é possível afirmar neste momento que se trate de uma única organização guerrilheira ou atribuir formalmente os homens a uma determinada facção.
Comunidades indígenas de São Gabriel da Cachoeira, no extremo noroeste do Amazonas, denunciaram a presença de homens armados vindos da Colômbia em território brasileiro.
Os relatos apontam ameaças a moradores, restrições ao acesso às roças e circulação de grupos armados nas regiões do Alto Tiquié e Baixo Uaupés.
Diante da situação, o Ministério Público Federal (MPF) abriu inquérito civil e pediu reforço das Forças Armadas e da Polícia Federal na área de fronteira.
As denúncias foram encaminhadas pela Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn) e por organizações indígenas locais.
Segundo os relatos, os avistamentos se tornaram frequentes a partir de meados de agosto e atingiram comunidades como Rio Castanho, São Filipe, Morro de Beija-Flor, Cachoeira Comprida e Cunurí.
As lideranças estimam que cerca de 2 mil homens possam estar circulando em território brasileiro.
O número, entretanto, não foi confirmado pelas autoridades e a identidade exata do grupo também permanece sob investigação.
Portanto, não é possível afirmar neste momento que se trate de uma única organização guerrilheira ou atribuir formalmente os homens a uma determinada facção.
.jpeg)
Ameaças e deslocamento de indígenas
De acordo com as organizações indígenas, os homens armados estariam procurando comunidades para obter alimentos e teriam impedido moradores de acessar áreas de cultivo. Há relatos de ameaças com armas de fogo e intimidações, afetando diretamente a agricultura de subsistência.
Um dos episódios considerados mais graves envolve uma liderança da comunidade Cunurí, no Baixo Uaupés. Segundo a denúncia, o indígena teria sido levado pelo grupo e obrigado a servir como guia até a comunidade Rio Castanho.
Ele retornou cinco dias depois. Também há relatos de embarcações desaparecidas e de famílias que deixaram comunidades consideradas mais vulneráveis e seguiram para regiões como Pari Cachoeira.
Suspeita de fuga de grupos colombianos
Uma das hipóteses levantadas pelas fontes locais é que parte dos homens tenha atravessado a fronteira para escapar da pressão exercida pelo governo colombiano contra grupos armados que atuam no país.
Entretanto, essa hipótese ainda não está comprovada.
Também existem preocupações sobre a utilização da região amazônica como rota para o tráfico internacional de drogas, devido à localização estratégica da fronteira entre Brasil e Colômbia.
A preocupação com o crime organizado transnacional não é isolada.
Nesta segundafeira (31), a Polícia Federal informou que uma operação conjunta com autoridades peruanas destruiu quatro laboratórios clandestinos de processamento de drogas, cinco pistas clandestinas e estruturas utilizadas por organizações criminosas na região amazônica próxima à fronteira.
Foram inutilizadas 6,2 toneladas de sulfato de cocaína, além de grandes quantidades de insumos químicos.
MPF cobra resposta das forças de segurança
O MPF recomendou ao Exército, Marinha, Força Aérea e Polícia Federal que reforcem o patrulhamento, a fiscalização e a proteção territorial nas áreas afetadas. Os órgãos receberam prazo de 48 horas para informar as providências adotadas.
Parte das medidas permanece sob sigilo para não comprometer as investigações.
O Exército confirmou que monitora a situação e informou que o 6º Pelotão Especial de Fronteira, em Pari Cachoeira, realiza ações regulares de reconhecimento e vigilância na faixa de fronteira, além de manter interlocução com os demais órgãos responsáveis pela segurança da região.
Fronteira estratégica
A região de São Gabriel da Cachoeira é uma das áreas mais sensíveis da fronteira amazônica brasileira.
A extensa área de floresta, a presença de comunidades indígenas e a proximidade com territórios colombianos tornam o controle territorial um desafio permanente.
O caso chama atenção não apenas pela presença de estrangeiros armados, mas pelo risco de convergência entre grupos armados, narcotráfico e rotas fluviais utilizadas pelo crime organizado.
Por enquanto, porém, a principal informação confirmada é a existência de denúncias de incursão e intimidação por grupos armados estrangeiros, a abertura de investigação pelo MPF e o monitoramento realizado pelo Exército.
A quantidade de integrantes, a identidade do grupo e suas eventuais conexões com organizações criminosas ainda precisam ser esclarecidas pelas autoridades.
Acesse sua conta do Rondoniaovivo.com e faça seu comentário