Psicologia aponta que intensidade da dor varia; entrar em novo relacionamento antes de elaborar o término pode gerar conflitos
Foto: Magnific
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O fim de um relacionamento não tem uma data fixa para deixar de doer.
O tempo necessário para superar a perda afetiva depende da duração e intensidade da relação, das circunstâncias do término e da rede de apoio disponível.
Em muitos casos, a fase mais intensa da dor e da preocupação com o ex-parceiro diminui ao longo dos primeiros meses, enquanto términos de relacionamentos longos podem exigir um período maior de reorganização emocional.
Cada pessoa vive o luto de uma forma
O chamado luto amoroso pode envolver choque, negação, raiva, tentativa de negociação, tristeza e aceitação.
Essas fases não acontecem necessariamente nessa ordem e podem se alternar.
A recuperação também não significa esquecer a pessoa.
Significa conseguir reorganizar a própria vida, abandonar planos que dependiam da relação e voltar a projetar o futuro sem permanecer emocionalmente preso ao relacionamento anterior.
Novo relacionamento pode ser um problema
Começar uma nova relação durante um luto ainda intenso pode gerar o chamado relacionamento rebote.
Nesse cenário, o novo parceiro pode ser utilizado, consciente ou inconscientemente, como forma de aliviar a solidão e a dor do término.
Também podem surgir comparações com o ex, indisponibilidade emocional e oscilações de sentimentos.
A pessoa pode se aproximar e, posteriormente, recuar quando as emoções do relacionamento anterior voltarem à tona.
Isso não significa qe exista uma regra proibindo um novo relacionamento logo após um término.
O calendário, sozinho, não determina se alguém está emocionalmente disponível.
O que observar antes de se envolver
Mais importante que saber há quanto tempo ocorreu o término é observar como a pessoa está lidando com ele.
Se ainda existe forte desejo de voltar, comparações constantes, sofrimento intenso ou dificuldade de viver o presente, pode ser prudente desacelerar.
Quem decide continuar deve estabelecer limites e evitar assumir o papel de terapeuta ou "salvador".
Ninguém consegue curar o passado de outra pessoa por meio de um novo relacionamento.
Quando procurar ajuda
Tristeza, saudade e momentos de sofrimento são esperados após uma separação.
Porém, quando a dor permanece intensa e compromete por meses o sono, alimentação, trabalho, rotina ou convivência social, é recomendável buscar avaliação de um profissional de saúde mental.
O ponto central é simples: não existe prazo universal para superar um amor, mas existe diferença entre viver o luto e permanecer paralisado nele.
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