O programa ‘Conexão Rondoniaovivo’, recebeu na última terça-feira (6), os representantes do Fórum Florestal da Amazônia Legal, Henrique Nery e Fabiana Barbosa. Eles conversaram com o jornalista Ivan Frazão, onde explicaram sobre a criação desse grupo de debate das questões amazônicas e sobre as ameaças ao meio ambiente em nossa região.
Lançado há pouco mais de um mês, o evento reúne diversos setores ligados a preservação da natureza, a exemplo do governo do Estado, indústrias, instituições, sociedade civil e outras entidades.
Segundo Henrique Nery, mestre em engenharia florestal da Embrapa, o congresso procura ouvir os interesses de todos os setores, analisar os pontos necessários para a preservação, e só assim, agir no combate aos desmatamentos. Instituições indígenas, que têm conhecimentos profundos da mata, também fazem parte do fórum.
Queimadas não, existem outros meios
No ano passado, o Brasil voltou a ser capa de noticiários internacionais, devido as grandes queimadas que estavam assolando o pulmão do Mundo, a Amazônia.
Esses tipos de ações, geralmente são praticados na intenção de limpar uma determinada área, de forma mais rápida. Mas isso é prejudicial.
De acordo com Henrique, há diversos recursos da tecnologia, que são capazes para limitar uma região, mas para isso é preciso investimento. Já as queimadas não. Elas têm características mais rápidas e baratas para o objetivo da pessoa.
Para Fabiana Barbosa, doutora em geografia e representante da ONG Rio Terra, as instituições que debatem a preservação das florestas, devem ter um contato aprofundado com o agricultor, para dar assistência na metodologia de trabalho deles.
Ela observou ainda que levar informações, explicar como funciona, apresentar os direitos de acordo com a legislação, é um trabalho que essas entidades têm de ter para a preservação.
É nesse ponto que o Fórum quer adentrar, analisando as ações e sendo um espaço de reuniu de várias vozes em favor da preservação ambiental na Amazônia. Veja o vídeo da entrevista com os dois especialistas acima.