Há tempos que o Bairro está esquecido pelas administrações municipais e é esse mesmo período que Edilson vem lutando por melhorias enviando requerimentos de pedidos, memorando a prefeitura das ruas e obras que estão necessitando de atenção urgente.
Foto: Divulgação
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Uma das grandes vergonhas da administração passada de Roberto Sobrinho (PT), como prefeito de Porto Velho, foi a obra inacabada do Park Ceará, localizado na Avenida Raimundo Cantuária. Ao custo de 934.698,08 (Novecentos e trinta e quatro mil, seiscentos e noventa e oito reais e oito centavos), a praça hoje se encontra tomada pelo mato, alagada e em total abandono.
No atual momento uma família mora nas dependências do que seria a administração do empreendimento, que tem uma quadra poliesportiva, porém a chamada arena de esportes e área de recreação infantil estão depredados e esquecidos.


A obra mesmo entregue inacabada acabou virando promessa de campanha do atual prefeito Mauro Nazif (PSB), que se comprometeu em entregar o Park Ceará prontinho para a comunidade do Lagoinha. Passados dois anos o local continua abandonado e entregue a própria sorte. No local de recreação um varal de roupas foi montado, aproveitando a estrutura de madeira ali disposta.
Para piorar ainda mais a situação, ruas adjacentes ao espaço esportivo, como a Rua Cascavel, estão em estado de calamidade. Caos e brutalidade no esquecimento da administração municipal, com vias esburacadas, outras contendo lamas que tomam um perímetro grande da rua e que em dias de chuva ficam intransitáveis e somente de voadeira ou jet sky para atravessar. A ciclovia que passa ali perto, na Avenida Raimundo Cantuária, em frente a um posto de gasolina o mato já toma conta de parte da pista, podendo causar acidentes com ciclistas.
Na última quarta-feira (25) a reportagem do Rondoniaovivo esteve por várias ruas do Bairro Lagoinha para verificar a situação de calamidade que se encontrava e não é difícil achar lugares tomados por mato ou lama, onde falta drenagem para escoar as águas de esgotos.


A assessoria de comunicação da Prefeitura divulgou então na quarta-feira ainda que o secretário municipal de obras, Gilson Nazif, esteve em algumas ruas verificando as obras de drenagem que vão beneficiar a comunidade daquele setor. No entanto, descobriu-se que as ruas que foram beneficiadas com esse serviço foram duas e que só receberam a metade da obra, as Ruas Juazeiro e Crato, contando ainda com uma pequena via, Santana.
De acordo com presidente da associação de moradores do Lagoinha, Edilson, estas obras estão sendo executadas porque o moradores fizeram uma manifestação no final do ano passado e bloquearam parcialmente a Avenida Rio de Janeiro, forçando assim uma atitude da prefeitura para que assumisse o compromisso de iniciar as obras de drenagem, limpeza e encascalhamento. No entanto foi feito apenas limpeza e encascalharam as vias, o que não resolveu nada, pois com as chuvas a situação continuou crítica.
Diante das reclamações da população a prefeitura resolveu com recursos próprios efetuar a drenagem, que deve custar aos cofres municipais, segundo disse o secretário Gilson Nazif no dia 15 de maio de 2013 em reunião com a comunidade na Semob, cerca de dez milhões de reais.

Duas ruas que estão recebendo obra de drenagem da Semob depois de reclamações de moradores e pedido de reinvindicações, porém ainda tem muito o que ser feito
Há tempos que o Bairro está esquecido pelas administrações municipais e é esse mesmo período que Edilson vem lutando por melhorias enviando requerimentos de pedidos, memorando a prefeitura das ruas e obras que estão necessitando de atenção urgente. Mas a passos de tartaruga, tudo é feito de forma muito lenta e tão gradual que a característica mais comum para quem chega pela primeira vez no bairro e dá uma volta e classificar de “abandono”.
Edilson, no entanto, ressaltou que graças ao seu esforço e correria junto a Emdur e a prefeitura conseguiu pelo menos com que 90% das ruas recebessem iluminação.
USB TRÊS MARIAS ABANDONADA
Há exato oito meses o Rondoniaovivo publicou uma reportagem sobre o desespero de moradores e do próprio presidente da Associação, Edilson Matias, em relação ao abandono da Unidade Básica de Saúde Três Marias que havia sido construído e entregue na administração do ex-prefeito Roberto Sobrinho para o atual alcaide, Mauro Nazif, desde então o prédio, que custou aos cofres públicos o valor de R$ 670.859,98 (seiscentos e setenta mil, oitocentos e cinquenta e nove reais e noventa e oito centavos) até hoje não foi inaugurado, pelo contrário, se encontra depredado e muitas salas já foram destruídas por vândalos.
Hoje o local está sob vigilância 24 horas, porém, ainda se encontra abandonado e com uma previsão apertada de inauguração. Na semana passada, o atual secretário municipal da saúde, Domingos Sávio, disse em relato quando foi sabatinado pelos vereadores da Câmara Municipal na apresentação do relatório fiscal exercício 2014, que atualmente está concluindo o processo de licitação para a conclusão da USB Três Marias.
Porém, vale lembrar que no início da administração de Nazif, em 2013, tendo em vista as cobranças de moradores, o então responsável pelo setor de engenharia da Semusa, Josafá Marreiro, havia informado que a secretaria inauguraria em “60 dias” a unidade sendo que já havia comprado equipamento e reformado o local.
Informações essas que se mostraram pífias com o tempo, pois passados mais de dois anos a unidade continua do mesmo jeito e até pior.
A reportagem do Rondoniavivo esteve na USB Três Marias e o estado do local continua lastimável, muitos vidros quebrados, portas arrancadas. O abandono é visível e só não pode dizer que se trata de completo porque fica sempre um vigilante de uma empresa terceirizada disponível para garantir o que resta ainda da integridade do prédio, que pelo andor ainda vai demorar para ser inaugurado e desafogar a Unidade de Pronto Atendimento da Zona Leste, que fica há poucas quadras e sofre com a superlotação.
CRECHE – UNIDADE ESCOLAR DE EDUCAÇÃO INFANTIL
Logo a frente da USB Três Marias, ainda na Rua Daniela, a pouco mais de 100 metros é possível encontrar a Unidade Escolar de Educação Infantil – uma creche, escola tipo B padrão da FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) – cujas obras foram embargadas há quase dois anos e até o momento ainda não se tem notícias de quando a obra vai ser retomada para ser entregue a comunidade.


A creche atenderia cerca de 300 crianças no Bairro e seria um facilitador para muitas famílias da região. De acordo com o presidente da associação de moradores, Edilson Matias, é uma pena que a obra que já está parcialmente pronta esteja se deteriorando com o passar do tempo e ainda não exista um posicionamento certo para uma data onde deva ser restabelecida a construção.
Orçada com verba federal, do PAC, e parte do município, a construção até o momento consta o valor de R$ 1.175.556, 21 (um milhão, centro e setenta e cinco mil e quinhentos e cinquenta e seis reais e vinte centavos). A obra deveria ter sido entregue em abril de 2013, porém está sob litígio e ao que consta, segundo informação de Edilson, falta o realinhamento de preços para concluir. No caso se deve aguardar um posicionamento oficial da Secretaria Municipal de Educação (Semed) para que tenha uma previsão mais clara sobre a inauguração da creche padrão.
No momento a creche é vigiada e está sob os cuidados de uma família que fica no local e aguardam o reinício da obra de conclusão. No muro da construção ainda é possível ver a placa da construtora responsável, Matriz Construções Ltda.
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