PAINEL POLÍTICO - Instabilidade política, corrupção e denúncias fazem investidores fugirem de Rondônia - Alan Alex

Polícia batendo na porta de autoridades, pedidos de propina, um governo fraco finalização das obras das usinas começam a fazer faltar dinheiro na praça.

PAINEL POLÍTICO - Instabilidade política, corrupção e denúncias fazem investidores fugirem de Rondônia - Alan Alex

Foto: Divulgação

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Recessão

 

A simples menção da palavra “recessão” já arrepia muita gente em Rondônia, e não se engane, a coisa vai apertar a partir de 2013. Os empresários que planejavam investir no Estado se retraíram de tal forma, em função das turbulências políticas destes dois últimos anos, que começa a faltar dinheiro na praça. E isso era esperado. Governo e prefeitura de Porto Velho não se prepararam para enfrentar o pós-usinas, ficaram atolados em um mar de corrupção que atrasou o estado, tranquilamente, em 20 anos.

 

Queixas

 

Em conversa com empresários dos mais variados setores a reclamação é sempre a mesma, a coisa só anda se tiver um “empurrãozinho” (leia-se pagamento de propina) nos mais diversos órgãos. A inoperância, aliada a criação de dificuldades para vender facilidades, espantou muita gente. Um dos maiores empresários da região Norte, em conversa com amigos, revelou que ao tentar a implantação de uma fábrica em Porto Velho, foi procurado por pessoas ligadas a administração municipal que queriam uma “comissão” para agilizar o empreendimento. Ele preferiu investir em Manaus.

 

Outra

 

Reclamação comum entre os empresários é a total falta de apoio por parte dos gestores (estado e municípios) na implantação de novos negócios. Outro grande empresário revelou que estava pensando em ampliar seus negócios para o vizinho Acre. Foi recebido pelo governador, que mandou o secretário de Administração alterar um dispositivo na legislação para incentivar a implantação do negócio. Aqui em Rondônia, foi procurado por “emissários” diversos que queriam uma “ajuda” para “ajuda-lo”. Mais ou menos como aquele sargento do primeiro Tropa de Elite, lembram dele? “Para rir tem que fazer rir”. A população chora.

 

Debandada

 

O primeiro setor a sentir a crise é o imobiliário, principalmente a área de locação. Placas de aluga-se estão enfeitando a frente de todos os condomínios, sejam verticais ou horizontais. E os preços dos aluguéis estão despencando. Tudo bem que a cidade passou por um período de hiperinflacionamento devido a bolha formada pelas usinas e pelos especuladores, mas a redução tem sido mais rápida que o esperado. No comércio também é perceptível a retração. Presentes viraram “lembrancinhas”. E olhe lá.

 

Entre os pequenos

 

As pequenas empresas também sofrem os reflexos da crise primeiro. O setor de serviços deu uma segurada. Principalmente as empresas que prestam serviço para o governo. Tem gente sem receber há seis meses. E continuam sem previsão.

 

Alternativa

 

O governador vem aconselhando os fornecedores a procurarem os bancos, que o Estado entra como avalista. É claro que os bancos não aceitam essa manobra e também é evidente que nenhuma empresa vai fazer uma transação arriscada como essa. O resultado é que as contas governistas estão ficando cada vez mais impagáveis. Está virando uma bola de neve. E sem previsão de derreter.

 

Instabilidade

 

Na verdade não falta dinheiro, o que falta pe segurança política em Rondônia. Desde que assumiu o governo, Confúcio Moura adotou posturas inadequadas, não conseguiu ter o controle do Estado, relegando essa responsabilidade a pessoas sem nenhum escrúpulo, como José Batista, ex-secretário de saúde preso na Operação Termópilas. Entregou de mão beijada ao ex-deputado Valter Araújo todo o espaço de comando. Não fosse Valter ter ficado tão ávido por dinheiro, muito provavelmente Confúcio não governaria mais o Estado. Teria sido cassado pela Assembleia.

 

Reflexos diretos

 

E essa forma “confuciana” de governar resultou em um governo instável. Aliado a isso, a rotina de ter a polícia batendo na porta de todo mundo, praticamente todos os dias, deixa todos inseguros. Não é novidade nenhuma que “grampolândia” é o segundo nome de Rondônia. Com um cenário desses em nível de estado e uma prefeitura também corrompida, inapta para resolver problemas crônicos, a coisa fica assustadora. É claro que ninguém coloca dinheiro em

uma cidade assim.

 

Pero no mucho”

 

Confúcio anda tentando equilibrar seu governo, mas está difícil. Não tem pessoas confiáveis, seu quadro técnico é deficitário e isso vem sobrecarregando os mais “rápidos”. É perceptível a concentração de poder nas mãos de dois ou três e isso é ruim. Ele também quer mudar parte de sua equipe e na próxima semana vai anunciar os nomes dos secretários de Cultura e Lazer (uma mulher); da Agricultura (do interior, provavelmente do Cone Sul); Emater (ainda em aberto) e Sedes (que está sendo negociada). Mesmo assim, dependendo dos nomes, é trocar seis por meia dúzia.

 

Expectativa

 

Com toda essa bagunça, crescem as expectativas sobre a gestão de Mauro Nazif, que é uma incógnita. Sabe-se que como legislativo ele é extremamente competente, assíduo e com jogo de cintura. No Executivo Mauro ainda não foi testado e a população está escaldada com o fiasco da gestão petista (Roberto Sobrinho e sua trupe). Se Mauro conseguir, através de sua gestão, fazer de Porto Velho um mercado confiável, pode ser que os investidores passem a olhar com bons olhos a cidade, que tem uma das melhores logísticas da região Norte, com saídas por terra, água e ar. E pelo jeito só dá para confiar na prefeitura mesmo, porque o governo...

 

Mais crise

 

A falta de grana também está batendo na porta das faculdades particulares. A São Lucas, por exemplo, registra uma inadimplência de cerca de R$ 3 milhões. Como resultado o pagamento dos professores está atrasado desde outubro e existe uma previsão para pagamento de uma parte do 13º antes do natal. Como estratégia a faculdade lançou a “Semana do Perdão” uma oportunidade para quitação dos débitos sem juros nem correção.

 

Enquanto isso

 

Hermínio Coelho fecha o ano por cima. O presidente da Assembleia conseguiu ver seu principal desafeto, Roberto Sobrinho em maus lençóis, colocou o governador em uma saia-justa com as denúncias que fez sobre cheques que teriam sido depositados em contas de parentes de Confúcio e ainda alinhou com os deputados. Sem contar que sua relação com os servidores é de valorização. No cômputo geral, foi quem se saiu melhor.

 

Vai pagar

 

E o prefeito Emerson Castro, que assumiu devido ao afastamento de Roberto Sobrinho pela justiça, tranquilizou os fornecedores e prestadores de serviço do município. Garantiu que todos os pagamentos serão cumpridos. Ele também rescindiu o contrato com a empresa Egesa, que estava responsável pela construção dos viadutos. Emerson disse que desde que a Egesa abandonou a obrao destrato ainda não havia sido feito. E além do destrato também foram determinadas a aplicação da multa prevista pelo não cumprimento do contrato e inadimplencia por ter abadonado a obra, conforme rege o contrato.

 

Compartilhando

 

O Tribunal de Justiça concedeu ao Ministério Público Federal em Rondônia o compartilhamento de provas no caso que envolve suspeitas de irregularidades na prefeitura de Porto Velho. Com a medida, o MPF/RO utilizará as provas colhidas no âmbito da Justiça Estadual para a instrução de procedimento na Justiça Federal. A medida de compartilhamento de provas também é chamada de 'prova emprestada'. Neste caso, as provas concedidas pela Justiça Estadual serão juntadas a outras provas que já estão na ação cautelar proposta pelo MPF/RO na Justiça Federal, na qual se pede o afastamento das funções públicas de Roberto Sobrinho, Israel Xavier, Silvana Cavol, Mirian Saldaña, Joelcimar Sampaio, Valmir Queiroz, Jânio Alves Teixeira, Erenilson Silva Brito, Otávio Justiniano Moreno, Raimundo Marcelo Ferreira Fernandes, Regina Maria Ribeiro Gonzaga, Paulo Alves de Souza, Fabrício Jean B. De Oliveira Neres e Neivando Santos da Silva.

 

Fale conosco

 

Contatos com a coluna podem ser feitos pelos telefones (69) 3225-9979 / 9209-0887, ou ainda pelo e-mail alan.alex@gmail.com. No Facebook/painel.politico, no Twitter/painelpolitico ou ainda no www.painelpolitico.com. Caso queira entregar denúncias ou documentos, favor encaminhar para Avenida Abunã, 1345, Olaria, Porto Velho – RO aos cuidados de Alan Alex.

 

Fumar pouco já dobra risco de morte súbita em mulheres

 

Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos sugere que mulheres que fumam pouco, incluindo aquelas que fumam apenas um cigarro por dia, dobram as chances de morte súbita em comparação às mulheres que nunca fumaram. O estudo analisou a saúde de 101 mil enfermeiras americanas durante mais de três décadas. Durante a pesquisa, realizada por cientistas da Universidade de Alberta, no Canadá, e publicada na revista da American Heart Association, ocorreram 315 mortes súbitas causadas pela parada inesperada do coração. Em pessoas com 35 anos ou menos, este tipo de morte geralmente ocorre quando há um histórico de problemas cardíacos na família. Mas, em pessoas acima de 35 anos, como no caso da maioria das enfermeiras estudadas, a morte pode ter sido causada pelo entupimento de artérias do coração devido a depósitos de gordura. Das 315 mortes súbitas registradas durante o estudo, 75 ocorreram entre enfermeiras que ainda fumavam, 148 entre mulheres que tinham parado de fumar (recentemente ou não) e 128 entre pessoas que nunca fumaram. Depois de levar em conta outros fatores de risco para o coração, como pressão alta , colesterol alto e histórico familiar de problemas cardíacos, Roopinder Sandhu, que liderou a pesquisa, descobriu que mulheres que fumavam tinham o dobro de chances de morrer de repente mesmo se fumassem entre um e 14 cigarros por dia. Para cada cinco anos de fumo contínuo, o risco aumentava em 8%. Mas, os pesquisadores descobriram que aquelas que pararam de fumar, voltaram ao fator de risco igual a de mulheres que nunca fumaram, depois de 20 anos sem cigarros. "Esta pesquisa mostra que fumar apenas alguns cigarros por dia ainda pode afetar muito sua saúde no futuro", afirmou Ellen Mason, enfermeira especializada em cuidados cardíacos da British Heart Foundation.

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