VÍDEO: Influenciador levanta suspeitas sobre suposto ataque de onça a caseiro

Caso foi registrado na manhã de ontem em Porto Velho

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​O caso do trabalhador rural Orlando Rocha, 47, que teria sobrevivido ao ataque de uma onça na zona rural de Porto Velho, na data de ontem (11)  ganhou capítulos de mistério e desconfiança. 
 
Após a repercussão inicial do socorro prestado pelo Samu e da morte da égua que o conduzia na Linha 21 de Abril, em Porto Velho, um vídeo divulgado pelo influenciador do perfil @soudointeriors2 levantou dúvidas sobre a real versão dos fatos.
 
​Com a análise de imagens do animal e audios de vizinhos da região, a tese de ataque felino passa a ser abertamente questionada por especialistas e moradores.
 
​A controvérsia ganhou força com a divulgação de um áudio atribuído a um morador vizinho do sítio. Segundo o relato, o ataque de onça nunca teria acontecido:
 
​"Ele não foi atacado por onça não, moço. Ele tentou matar... matou a égua, né? A égua pulou com ele, derrubou ele, e ele com raiva pegou e passou o facão na égua. Inventou essa história aí para não dar nada para ele", diz a gravação transmitida no vídeo.
 
​O influenciador aponta ainda que os ferimentos no rosto do caseiro poderiam ter sido causados por um coice do animal durante a queda e não pelas garras ou dentes de um grande predador.
 
​Além do depoimento do vizinho, os aspectos visuais dos ferimentos no equino reforçam as suspeitas de uma reviravolta.
 
​Especialistas em fauna silvestre ressaltam que felinos de grande porte, como onças-pintadas ou pardas, possuem um método de abate preciso e padronizado: investem diretamente contra o pescoço ou a nuca da presa para quebrar as vértebras cervicais ou provocar asfixia rápida.
 
​No entanto, as imagens exibidas no vídeo mostram cortes profundos localizados na paleta (quarto dianteiro) e na região ventral do animal.
 
​De acordo com a análise feita no vídeo, a profundidade e o formato da ferida sugerem a ação de um instrumento cortante, como facão ou foice, e não marcas de garras ou mordidas.
A ausência de perfurações letais no pescoço contraria o comportamento biológico natural de caça de predadores de topo de cadeia.
 
 As marcas faciais e a suspeita de fratura na clavícula seriam compatíveis com a queda da montaria ou um coice.
 
​Embora o influenciador ressalte que não pretende imputar crimes sem provas conclusivas, ele defende a realização de uma autópsia/exame pericial no corpo da égua para verificar se há marcas legítimas de dentadas ou garras.
 
​Com as novas evidências técnicas e os relatos locais confrontando a versão inicial, a causa real da morte da égua e a origem das lesões de Orlando Rocha seguem sob apuração para determinar o que de fato ocorreu na propriedade rural.
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