ARTIGO - Perder é o verbo... – Por Pedro Cardoso

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Após as Olimpíadas de Atenas escrevi criticando a falta de políticas governamentais efetivas para os chamados esportes amadores; que a imprensa brasileira só falava deles durante a realização dos jogos olímpicos. Quatro anos se passaram e a imprensa, o rádio e a televisão continuaram a falar somente de futebol, o governo federal, os estaduais e os seis mil municipais nem falaram de esporte e muito menos fizeram quaisquer investimentos e os resultados são os mesmos. Ou seja, uma medalha de ouro até aqui e talvez seja a única, ou mais uma, duas no vôlei.
 
Não é fácil mudar a mentalidade generalizada de aceitar o fracasso como resultado natural quando está em jogo, quando a vitória, sim, seria o normal, combater a omissão das autoridades, dos atletas, da imprensa e da sociedade brasileira parece impossível. Atletas favoritos os são apenas até o início dos jogos olímpicos.
 
Durante os jogos olímpicos, o que se ouve no Jornal Nacional e em outros programas de televisão é o verbo perder. Chega doer no ouvido a repetição de perdeu... perdeu... perdeu... Perde-se  tanto, que os apresentadores costumam utilizar sinônimos. Os mais comuns são: "foram derrotados por... não passaram pelas... não atingiram o índice classificatório". Até isso se ouve. Os nossos narradores e comentaristas são autênticos palpiteiros, torcedores e tornam-se uns chatos. Trariam maior benefícios a todos se fossem mais técnicos e mais profissionais nas suas avaliações.
 
Já os atletas trazem a lição decorada para as justificativas pelas derrotas. Todas muito tolas e descabidas. Ouve-se com freqüência "lutamos muito; valeu pela luta; a gente aprende com as derrotas"; nesta já deveriam ser doutores em cada esporte. A mais recente é o pedido de desculpa ao povo. Tudo que as autoridades fazem, a começar pelo presidente da República, é tirar fotos na abertura, recebê-lo no Planalto, quando algum atleta ganha por esforço pessoal descomunal, uma bizarrice a que os atletas não deveriam se submeter.
 
Na próxima abordagem pretendemos falar sobre as estatísticas, que a imprensa não cita, sobre eventuais projetos para massificar os demais esportes, sobre alguns vícios que prejudicam nossos atletas, como a desmotivação fácil. O jogo de deboche contra a China do futebol masculino foi exemplar. Isso não permitiria ao Brasil ter seu Michael Phelps, pois com duas de ouro, o atleta brasileiro já perderia toda a motivação. Imagine que a seleção brincou contra a China sem nunca ter vencido um título olímpico! A continuar assim, vão faltar sinônimos para o verbo perder. Ganhar uma, duas ou três medalhas de ouro por Olimpíadas, não e só inaceitável, é vexatório, vergonhoso!
 
Pedro Cardoso da Costa – Interlagos/SP (Bel. Direito)
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