O escândalo do Joer: a sociedade quer respostas - Por Valdemir Caldas

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Foto: Divulgação

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Caminha-se para o esquecimento o escândalo do JOER. Na Assembléia Legislativa de Rondônia, parece que ninguém quer saber de investigar o rolo. Nem o pessoal do PT, com assento naquela Casa, manifestou interesse em colocar o dedo no cancro. A tentativa de transformar o imbróglio em mera discussão de botequim vem ganhando corpo e adeptos. É entristecedor a leviandade com que muitos parlamentares vêm encarando as denúncias, para obstar a trajetória dos acontecimentos. É injustificável a omissão da ALE. O presidente Neodi Oliveira, que costuma encher a boca para condenar os maus vezos político-administrativos, sobretudo quando está diante de uma câmera de televisão, não pode contribuir para deixar cair no abandono mais essa patifaria, cometida contra o erário. A gravidade das acusações é por demais profunda e envolve questão da maior relevância política e moral, que evitar a apuração seria, simplesmente, passar atestado. A sociedade desconfia de que gente graúda estaria por trás da marmelada. Por isso, mais do que nunca, é preciso que o presidente determine as medidas cabíveis na órbita do Poder Legislativo, se é que, realmente, aquela Casa está afinada com os ventos de moralidade que sopram nos quatro quadrantes do país. À Assembléia Legislativa não restará outra opção, senão a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito. O contrário disso, porém, seria deixar escorrer pelo esgoto o resquício da credibilidade de que acredita desfrutar no seio da opinião pública rondoniense. Pretender alhear-se aos acontecimentos, como se a ela não coubesse a missão de fiscalizar a correta aplicação dos recursos públicos, é, no mínimo, conduta inaceitável. À margem de quaisquer considerações ideológicas ou partidárias que a investigação de fatos dessa natureza suscita, é preciso que as autoridades públicas guardem como preocupação permanente a de impedir que ilícitos se transformem em exemplos. Entretanto, isso só será alcançado se a conseqüência natural de qualquer prática delituosa for a aplicação rigorosa das penalidades prescritas. Nesse particular, as vistas da sociedade devem voltar-se para a ALE, para pressionar os que ali têm assento e exigir deles a imediata apuração do caso. Não podemos ser condescendentes com a volúpia pelo poder, a cupidez que não vê barreiras no afã do enriquecimento fácil, nem com a criatividade posta a serviço de uma minoria contra a maioria. É hora de sair às ruas para combater o desvario de uma matula de corruptos que entende ser o dinheiro público um repasto à satisfação pessoal. Lamentavelmente, o presidente Neodi, até agora, não tem feito o que muitos gostariam que ele fizesse, ou seja, abandonar o discurso moralizador e ingressar no campo das realizações.
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