Mesmo quando as pessoas se acostumam ao barulho, o organismo pode continuar reagindo aos estímulos
Foto: BellPhotography423/ iStock
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Socorro Menezes, de 59 anos, passou cinco dias com dificuldades para dormir devido ao barulho de aviões que sobrevoam sua casa, próxima ao aeroporto de Teresina (PI). O caso viralizou nas redes sociais após ela publicar um vídeo bem-humorado sobre a movimentação das aeronaves.
A exposição prolongada ao ruído urbano, porém, vai além do incômodo: está associada a distúrbios do sono, estresse, problemas cardiovasculares e prejuízos à saúde mental.
Segundo especialistas, mesmo quando as pessoas se acostumam ao barulho, o organismo pode continuar reagindo aos estímulos, dificultando o descanso e aumentando a irritabilidade e o desgaste emocional.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta para os riscos da exposição a níveis elevados de ruído. No Brasil, o enfrentamento do problema envolve fiscalização, planejamento urbano e aplicação das normas ambientais.
Entre as medidas apontadas por especialistas estão a elaboração de mapas de ruído, o controle das fontes sonoras e campanhas de conscientização. O objetivo é identificar as áreas mais afetadas e reduzir os impactos da poluição sonora sobre a qualidade de vida da população.
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