COLUNA SEMANAL: Filha do senador bolsonarista Jaime Bagatolli diz votar em Lula e cria polêmica

Eleição para presidente está indefinida; governador eleito Marcos Rogério começa a mexer o tabuleiro político para a transição de Governo; na Assembleia Legislativa a preocupação é a presidência da Casa de Leis

COLUNA SEMANAL:  Filha do senador bolsonarista Jaime Bagatolli diz votar em Lula e cria polêmica

Foto: Divulgação

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Dois Brasis
 
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O Brasil está assistindo uma das maiores disputas eleitorais já vista desde a redemocratização do país. De um lado, está o presidente Lula tentando se reeleger e de outro temos um representante do clã da família Bolsonaro, senador Flávio, também concorrendo pela presidência. As pesquisas de intenção de voto, estão mostrando que quem vencer será por uma diferença de votos bem apertada. O Instituto Datafolha divulgou na quinta-feira (22), que Lula e Flávio Bolsonaro estavam empatados com 50% dos votos válidos cada um. Essa pesquisa a exemplo de outras mostra que o cenário é de contagem voto a voto e qualquer voto importa para ambos os lados. O Datafolha entrevistou 2.520 eleitores entre os dias 20 e 22 de outubro, por encomenda da Folha de S.Paulo e da TV Globo. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09709/2026. A votação do segundo turno será realizada neste domingo (25).
 
 
Nada mudará
 
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Em Rondônia, a disputa eleitoral não deverá ter surpresas, a exemplo do primeiro turno onde Flávio Bolsonaro venceu Lula em todos os municípios. O resultado da votação foi um placar de 67,45% dos votos para o bolsonarista e 25,89 para o atual presidente. A tendência é que o quadro se repita, apesar de toda a mobilização de ambos os lados. Mas vamos aguardar no domingo (25), o anúncio do resultado. Agora, vá votar e expresse a sua vontade, a democracia exige isso! Faça a sua parte!
 
 
 
De Marcos para Marcos
 
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E a transição de um Marcos para outro Marcos no Governo de Rondônia, já começou. A coordenação do grupo de Marcos Rogério está a cargo do deputado federal reeleito, Lúcio Mosquini. O demais componentes são: Edemir Monteiro Brasil Neto, Esdras Simionato Paz, Marco Aurélio Blaz Vasques, Silas Rosalino de Queiroz, André Luiz Ferreira da Silva, Antônio Carlos Alencar do Nascimento, Cézar Oliveira de Souza, Ednaldo Gomes de Paiva Sodré, Gustavo Nobre de Azevedo, Rosely Maria Dias Vieira, Juacy dos Santos Loura Júnior, José Eduardo Guidi, Lidiane Tanazildo da Costa, Ludmila Lucas Tavares, Marcos Paiva Freitas, Márcio de Oliveira Bortolotti, Marcos Antônio Shreder da Silva, Nair Ortega Rezende dos Santos, Patrícia Margarida Oliveira Costa, Valdemar Camata Júnior e Walter Silvano Gonçalves Oliveira. Agora, é o momento em que o grupo do governador eleito vai tentar fazer um raio-x da administração Marcos Rocha. O que vão encontrar nessa missão, poderá definir os primeiros passos do novo governo a partir de janeiro de 2027. Será que vão descobrir muitos esqueletos e capivaras nos armários da atual gestão?
 
 
Presidência da ALE
 
 
 
E na Assembleia Legislativa de Rondônia, após a eleição, a pergunta que mais se ouve nos corredores da Casa de Leis e no restante do Estado é: quem vai assumir a presidência do parlamento estadual? Alguns sinais dessa resposta já começam a ser avaliados pelos parlamentares, analistas políticos e políticos em geral. A primeira é que o governador eleito Marcos Rogério começará forte a administração dele em Rondônia, afinal, o partido dele, PL, tem a maior bancada na ALERO, o que é um grande trunfo e poder. Nos bastidores, as apostas são que os mais cotados para presidir a casa de leis são deputados que fazem parte do grupo do futuro governador e, nesse caso, os nomes fortes são: Delegado Lucas Torres, Alan Queiroz e Jean Mendonça. Tem muita conversa ocorrendo!
 
 
Sem grana
 
 
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Os deputados estaduais têm até 15 de dezembro para aprovarem a Lei Orçamentária Anual de 2027. Muitas conversas de bastidores. Quem se elegeu para ALE agora, pela primeira vez, vai ter que negociar com os deputados que não se elegeram a destinação das emendas deles. Para isso, vão ter que negociar muito com os partidos e, principalmente, com o Executivo que é o responsável pela liberação desses recursos. Em uma ponta estará o parlamentar que se elegeu, no meio o que não se reelegeu e na outra ponta a Sefaz, que tem a chave do cofre. O negócio agora é aparar as diferenças e fazer acordos. Os novos parlamentares só terão verbas em 2027 após as negociações e em 2028 terão a totalidades das verbas a que tem direito. Não será fácil! Muita hora nessa calma!
 
 
 
Vilhena
 
 
 
E o município de Vilhena, um dos mais bolsonaristas de Rondônia, está em ebulição nas redes sociais e nas rodas de conversas da cidade. O motivo foi a decisão da arquiteta Olívia Bagatolli de assumir que vai voltar em Lula nesse segundo turno. Não teria nada demais se ela não fosse filha do senador Jaime Bagatolli, um dos maiores cabos eleitorais da família Bolsonaro em Rondônia e fiel defensor do lema ‘Deus, Pátria e Família’. Além, de ser um dos grupos familiares rondonienses mais tradicionais e abonados. Olívia conversou com a Coluna Semanal e disse que o voto no presidente Lula não é apenas um voto na esquerda. “Eu não sou nem petista, nem Lulista. Mas sou consciente da realidade para reconhecer os pontos fortes de cada presidente que o Brasil teve. Fernando Henrique foi um bom presidente que o Brasil teve, e que conseguiu estabilizar a economia. Mas depois que o bolsonarismo nasceu, até as pessoas de direita foram taxadas de esquerda e qualquer um que ouse questionar a Família Bolsonaro, é considerada de esquerda” disse.
 
 
Horrível
 
 
 
Olívia também falou o porquê de ser contra os Bolsonaro. Ela disse que houveram alguns momentos em que o sentimento de rejeição ao ex-presidente Jair Bolsonaro ficou ainda mais forte. “Desde o dia do voto dele no impeachment da ex-presidente Dilma Roussef foi um marco. Eu já via ele nos programas CQC e Super Pop, onde ficou famoso, e as falas horrendas em relação aos homossexuais, pessoas negras, a defesa da ditadura. E também, naquele momento do voto do impeachment, ele olhar para a ex-presidente Dilma e falar que votava em homenagem ao capitão Brilhante Ustra. Um homem que torturou ela e várias outras pessoas. Achei de um absurdo sem tamanho e foi horrível. Mesmo inimigos devem ter o mínimo de humanidade. Imagine as pessoas que perderam parentes na ditadura e nem sabe onde estão os corpos. Aquele homem é horrendo! Bolsonaro é o pior ser humano que existe, só que as pessoas estão cegas. E ainda tem as falas sobre mulheres, direitos das mulheres, as imitações de pessoas morrendo por falta de ar na pandemia, são tantas declarações absurdas da família Bolsonaro que é impossível aceitar” declarou.
 
 
“Perdi Amigos”
 
 
 
Para Olívia, o bolsonarismo despertou o pior dentro das pessoas. Porém, faz uma ressalva que, apesar disso, nem todas os que defendem esse grupo político, podem ser consideradas pessoas más. “Tem pessoas humanas, que são boas, mas estão sendo enganadas e se tornaram parte de uma engrenagem. Estão em uma mentalidade de grupo. Pensar diferente do grupo é muito difícil. Estou na internet combatendo Bolsonaro há 10 anos, e fazer o que eu faço não é fácil, de dizer que o outro está errado e chamar a reflexão. Se você falar o que contraria as crenças delas, é uma afronta e acaba prejudicando virando uma briga. Famílias foram destruídas pelo extremismo incentivado pela família Bolsonaro. Eu perdi amigos que se afastaram. Infelizmente alguns convívios se tornaram impossíveis, inclusive com familiares. Bolsonaro destruiu até as relações familiares, os almoços de domingo, o convívio familiar saudável. No meu caso com alguns familiares o convívio segue, nos respeitamos e não tocamos nesse ponto”, explicou.
 
 
 
Humanidade
 
 
 
Olivia é conhecida na cidade de Vilhena há anos por se posicionar contra Bolsonaro nas redes sociais, inclusive seu nome figurou nas listas de boicote que circularam ao final da eleição de 2022, obrigando-a soltar uma nota de esclarecimento. Ela explicou que muitas pessoas a boicotam desde então. “Este é o mal do extremismo, quando havia no Brasil uma direita democrática, adversários políticos se respeitavam, e os eleitores eram livres para se manifestar e continuavam todos convivendo normalmente, o Bolsonarismo roubou de nós o convívio com o diferente e a humanidade de aceitar a opinião do outro”, lamentou.
 
 
Não perca!
 
 
 
E amanhã (25) é o grande dia! Vá votar, não deixe de cumprir esse dever! Que seja Lula ou Flávio, o seu candidato, compareça ao seu local de votação e exerça esse seu direito. Compare os dois candidatos e decida. Baixe o e-título no celular e confira o seu local de votação! Boa escolha!
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