HÁBITOS DE VIDA: Diferenças na expectativa de vida entre homens e mulheres intriga cientistas

Um estudo recente publicado em 2026 analisou dados atualizados sobre mortalidade

HÁBITOS DE VIDA: Diferenças na expectativa de vida entre homens e mulheres intriga cientistas

Foto: Unsplash Danie Franco

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Por décadas, especialistas acreditaram que a maior longevidade feminina estava ligada principalmente a hábitos de vida mais saudáveis. Afinal, homens costumam fumar mais, consumir mais álcool, se expor a situações de risco com maior frequência e procurar menos atendimento médico. Mas uma nova pesquisa trouxe uma explicação ainda mais surpreendente para essa diferença que persiste em praticamente todo o mundo.
 
No Brasil, a expectativa de vida chegou a 76,6 anos em 2024. Enquanto as mulheres vivem, em média, 79,9 anos, os homens alcançam cerca de 73,1 anos, uma diferença de quase sete anos. Esse fenômeno também é observado em diversos países, embora com intensidades diferentes.
 
Um estudo recente publicado em 2026 analisou dados atualizados sobre mortalidade, hábitos de vida, doenças crônicas e acesso à saúde nos Estados Unidos. Os pesquisadores observaram que, ao longo das últimas
décadas, homens e mulheres passaram a ter comportamentos cada vez mais parecidos, incluindo taxas menores de tabagismo, redução das diferenças no consumo de álcool e maior acesso aos serviços médicos. Mesmo assim, a vantagem feminina em expectativa de vida praticamente não mudou.
 
Diante desse resultado, os cientistas apontam que fatores biológicos podem ser os grandes responsáveis pela longevidade feminina. Entre eles estão diferenças hormonais, fatores genéticos e o fato de as mulheres apresentarem telômeros mais longos — estruturas associadas ao envelhecimento celular. Segundo os pesquisadores, o relógio biológico feminino parece funcionar de forma mais lenta, o que pode ajudar a explicar por que elas continuam vivendo mais do que os homens.
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