Uma força-tarefa coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) intensificou o combate à violência contra a mulher em todo o país. Nos primeiros 15 dias da segunda edição da Operação Mulher Segura, foram realizadas 630 prisões de homens investigados por agressões contra mulheres.
A ação reúne órgãos federais, estaduais e municipais com o objetivo de ampliar a repressão aos crimes de violência doméstica e, ao mesmo tempo, fortalecer medidas de prevenção e acolhimento às vítimas.
Além das prisões, a operação promoveu ações educativas por meio dos Centros Integrados Mulher Segura (Cims). Desde o início da mobilização, em 1º de junho, foram realizadas 218 atividades presenciais de conscientização e 95 ações em mídias sociais, alcançando mais de 12 mil pessoas com informações sobre prevenção, proteção e enfrentamento à violência.
Outro eixo da operação é o atendimento direto às vítimas. Mais de 2 mil mulheres receberam acolhimento e orientação durante as ações realizadas pelos órgãos participantes.
Segundo a gestora dos Centros Integrados Mulher Segura, Fernanda Antonucci, a iniciativa representa uma mobilização nacional envolvendo diferentes áreas da segurança pública e da rede de proteção.
“É uma mobilização nacional”, destacou. A operação reúne esforços da Secretaria Nacional de Segurança Pública do MJSP, Ministério das Mulheres, Polícia Rodoviária Federal, secretarias estaduais de Segurança Pública e guardas municipais.
A Operação Mulher Segura busca unir investigação, prisão de agressores, prevenção e atendimento humanizado, com foco na redução dos índices de violência contra mulheres e no fortalecimento da rede de proteção em todo o Brasil.