O projeto parte da estratégia chinesa de ampliar sua presença no mercado global de internet
Foto: Liu Jianqiu/Xinhua
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A China deu mais um passo na expansão de sua infraestrutura espacial ao lançar, no último dia 5 de junho, um novo grupo de satélites que integrará a Constelação Spacesail, projeto de internet via satélite desenvolvido para competir com a Starlink no mercado global de conectividade.
O lançamento foi realizado por um foguete transportador Longa Marcha-8, que decolou às 14h34 (horário de Beijing) do Centro de Lançamento de Espaçonaves Comerciais de Hainan, na província insular de Hainan, no sul do país. Segundo as autoridades chinesas, os satélites entraram com sucesso na órbita planejada.
Este é o 12º lote de satélites enviado ao espaço para compor a Constelação Spacesail, também conhecida como Qianfan, ou "Constelação das Mil Velas". O projeto é liderado pela Shanghai Spacecom Satellite Technology (SSST) e faz parte da estratégia chinesa de ampliar sua presença no mercado global de internet de alta velocidade via satélite.
A expansão da Spacesail tem impacto direto no mercado brasileiro. Recentemente, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) autorizou a operação da constelação no país, permitindo que a empresa ofereça serviços de internet por meio de uma frota inicial de até 324 satélites em órbita terrestre baixa (LEO). A autorização é válida até 2031.
A tecnologia utilizada pela Spacesail é semelhante à da Starlink, empresa do bilionário Elon Musk. Os satélites operam em baixa altitude, reduzindo o tempo de resposta da conexão e ampliando a cobertura em regiões onde a infraestrutura tradicional de telecomunicações é limitada ou inexistente.
A chegada da empresa chinesa ao Brasil aumenta a concorrência em um setor considerado estratégico para a inclusão digital. A expectativa é que a ampliação da oferta de serviços contribua para levar internet de alta velocidade a comunidades rurais, localidades isoladas e áreas da Amazônia que ainda enfrentam dificuldades de conectividade.
Com o avanço da constelação chinesa, o mercado global de internet via satélite ganha um novo competidor de peso, intensificando a disputa tecnológica e comercial por um segmento que deve crescer significativamente nos próximos anos.
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