A história de Índio se transformou em uma das mais conhecidas de Serra Pelada
Foto: Facebook
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No auge do garimpo de Serra Pelada, um homem ficou marcado não apenas pela quantidade de ouro extraída, mas também pela forma extravagante como gastou sua fortuna. Conhecido como “Índio”, o garimpeiro teria retirado sozinho cerca de 1.183 quilos de ouro dos barrancos do lendário garimpo amazônico riqueza que, em valores atuais, ultrapassaria R$ 147 milhões.
A história de Índio se transformou em uma das mais conhecidas de Serra Pelada e atravessou décadas cercada de relatos quase folclóricos. O garimpeiro ganhou notoriedade nacional nos anos 1990 após participar de uma reportagem televisiva sobre o maior garimpo a céu aberto do mundo.
Entre os episódios mais famosos está uma paixão repentina por uma dançarina chamada Terezinha, integrante da equipe do cantor Sidney Magal, contratado para um show em Serra Pelada durante o auge da corrida do ouro.
Segundo relatos repetidos por antigos garimpeiros, após o espetáculo, Índio decidiu seguir a jovem até o Rio de Janeiro. Ao chegar ao aeroporto de Marabá e descobrir que não havia vagas disponíveis no voo, tomou uma decisão extrema: comprou cerca de 100 passagens de um Boeing inteiro apenas para viajar sozinho acompanhado da tripulação.
Já no Rio, hospedou-se por cerca de dois meses no luxuoso Copacabana Palace, considerado um dos hotéis mais caros e sofisticados do país.
As histórias sobre os excessos continuaram alimentando a fama do garimpeiro. Há relatos de que comprou 11 carros de uma só vez, adquiriu apartamentos em Belém e chegou a se casar 14 vezes ao longo da vida.
O dinheiro obtido no garimpo desapareceu rapidamente entre festas, luxo, relacionamentos e ostentação. No fim da vida, Índio morreu sem fortuna.
Ainda assim, segundo pessoas que conviveram com ele, jamais demonstrou arrependimento pelo modo como viveu ou gastou o ouro retirado de Serra Pelada.
A trajetória de Índio acabou simbolizando uma das faces mais intensas da corrida do ouro amazônica: riqueza instantânea, excesso, impulsividade e decadência. Um retrato de um período em que milhares de homens acreditavam que poderiam mudar de vida da noite para o dia nos barrancos enlameados de Serra Pelada.
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