PCC: Gerson Palermo é preso na Bolívia após 6 anos foragido

Apontado como um dos chefes da facção, ele foi capturado em operação internacional após fuga registrada em 2020 quando estava em prisão domiciliar

PCC: Gerson Palermo é preso na Bolívia após 6 anos foragido

Foto: Reprodução

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O megatraficante Gerson Palermo, apontado como um dos chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC), foi preso pela Polícia da Bolívia nesta terça-feira (26), após permanecer seis anos foragido.
 
A captura ocorreu durante uma operação conjunta entre forças de segurança bolivianas e a Polícia Federal. Palermo é condenado por tráfico internacional de drogas e outros crimes graves.
 
 
Ele estava foragido desde abril de 2020, quando recebeu prisão domiciliar concedida pelo desembargador Divoncir Schreiner Maran, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, sob a justificativa de que integrava grupo de risco da Covid-19 por ter mais de 60 anos.
 
Poucas horas após a decisão, o detento rompeu a tornozeleira eletrônica e fugiu. Dois dias depois, o Tribunal de Justiça revogou a medida ao constatar ausência de laudos médicos que justificassem o benefício, mas Palermo já havia fugido. 
 
Em fevereiro deste ano, o magistrado responsável pela decisão foi punido com aposentadoria compulsória em razão da concessão da prisão domiciliar.
 
Quem é Gerson Palermo
 
 
Nascido em julho de 1957, Gerson Palermo acumula condenações por tráfico internacional de drogas, roubo qualificado e formação de quadrilha.
 
Em 2000, foi condenado a 20 anos de prisão por participação no sequestro de uma aeronave da Viação Aérea São Paulo (Vasp), que tinha como destino Curitiba. 
 
Cerca de 20 minutos após a decolagem do Boeing 737/200 em Foz do Iguaçu, Palermo, que já foi piloto aéreo, e comparsas obrigaram o comandante a pousar no aeródromo de Porecatu, no Paraná.
 
No local, a quadrilha obrigou a tripulação a abrir o compartimento de carga e roubou nove malotes do Banco do Brasil, com cerca de R$ 5,56 milhões, fugindo em seguida em um veículo roubado.
 
 
Já em 2017, durante a Operação All In, ele foi identificado como líder de uma organização criminosa voltada ao tráfico internacional de drogas. Na ocasião, a polícia apreendeu 810 kg de cocaína.
 
Segundo as investigações, o esquema envolvia o envio de drogas por aeronaves a partir de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, até o exterior, além do transporte terrestre por caminhões e carretas na Bolívia.
 
Após as condenações, que somadas passam de 120 anos, Palermo chegou a cumprir pena em presídio federal de segurança máxima em Campo Grande (MS), até a fuga registrada em 2020.
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