MAIS DE R$ 45 MIL: Metrópoles expõe ganhos do presidente do CFM ligado a Bolsonaro

Gallo integra a diretoria do CFM desde outubro de 2019, quando assumiu como diretor-tesoureiro

MAIS DE R$ 45 MIL: Metrópoles expõe ganhos do presidente do CFM ligado a Bolsonaro

Foto: Reprodução/ CFM

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O portal Metrópoles divulgou dados do Portal da Transparência que detalham os ganhos e gastos do presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), José Hiran Gallo, dirigente que ficou conhecido nacionalmente por sua atuação em episódios políticos envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, incluindo iniciativas interpretadas por críticos como tentativa de blindagem do então chefe do Executivo durante a pandemia.
 
Segundo os dados oficiais, entre abril de 2022, quando Gallo assumiu a presidência do CFM, e março deste ano, a entidade desembolsou R$ 804 mil com despesas relacionadas ao dirigente, incluindo passagens aéreas, diárias, jetons e verbas de representação. Desse total, R$ 497,3 mil correspondem a diárias e jetons, o que representa uma média mensal de R$ 45,1 mil. Ao somar os gastos com passagens aéreas, que alcançam R$ 307 mil, o custo médio mensal sobe para cerca de R$ 73 mil.
 
Embora os conselheiros do CFM não recebam salário formal, por exercerem cargos eletivos, eles são remunerados por meio de verbas indenizatórias relativas à participação em reuniões de plenário, câmaras técnicas e atividades externas de representação institucional.
 
Gallo integra a diretoria do CFM desde outubro de 2019, quando assumiu como diretor-tesoureiro. Considerando todo o período, antes e depois de chegar à presidência, os valores recebidos por ele somam aproximadamente R$ 2 milhões em verbas indenizatórias e R$ 684 mil em passagens aéreas.
 
O histórico de gastos elevados no comando do CFM não é inédito. Em 2021, o então presidente da entidade, Mauro Luiz de Britto Ribeiro, foi alvo de questionamentos da Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara dos Deputados e do Tribunal de Contas da União (TCU). Em dois anos, o custo associado a Ribeiro chegou a R$ 1 milhão, com uma média mensal de R$ 49,7 mil. À época, o CFM negou irregularidades e afirmou que suas contas passam por auditorias regulares.
 
No caso de José Hiran Gallo, chamam atenção as viagens internacionais, especialmente para Porto, em Portugal. Apenas no período como presidente, foram quatro viagens à cidade portuguesa. Desde que assumiu a tesouraria até março deste ano, o total chega a sete deslocamentos para o mesmo destino. Os valores das passagens variaram entre R$ 12,8 mil e R$ 22,4 mil, com bilhetes emitidos em classe executiva ou primeira classe.
 
Para efeito de comparação, dados do próprio Portal da Transparência indicam que, em 2023, o custo médio de passagens de autoridades do governo federal para Portugal foi de R$ 8,2 mil.
 
O CFM justifica as viagens a Porto com base em compromissos ligados à bioética, área em que há um convênio entre o conselho e a Universidade do Porto. Planilhas internas da entidade sustentam essa justificativa. No entanto, publicações em redes sociais indicam que Gallo e sua família mantêm vínculo turístico com a cidade portuguesa desde pelo menos 2017, o que ampliou os questionamentos sobre a natureza de parte dessas viagens.
 
Em uma dessas idas a Portugal, em janeiro deste ano, a vice-presidente do CFM, Rosylane Rocha, assumiu interinamente a presidência e publicou, em redes sociais, conteúdos exaltando os atos antidemocráticos de 8 de janeiro, incluindo uma imagem acompanhada da frase “agora vai”. Diante da repercussão negativa, o CFM divulgou nota oficial repudiando os ataques às sedes dos Três Poderes.
 
Ainda sob a atual gestão, o CFM aprovou reajustes nos valores das verbas indenizatórias. Uma resolução de 2022 fixou as diárias em R$ 1.270, o jeton em R$ 948 e o auxílio-representação em R$ 523. Os valores já haviam sido reajustados em 2020, resultando em dois aumentos durante a atual administração. No mesmo período, o conselho também ampliou o número máximo de jetons permitidos por conselheiro.
 
A divulgação feita pelo Metrópoles reacende o debate sobre transparência, controle de gastos e politização de entidades de classe, especialmente em um contexto em que dirigentes do CFM tiveram atuação destacada em discussões sensíveis da vida pública brasileira.
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