O governador de Roraima, Antonio Denarium, pediu ao presidente Lula o fechamento da fronteira e apoio para possível fluxo de pessoas cruzando para o lado brasileiro
Foto: Divulgação
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A prisão de Nicolás Maduro por forças norte-americanas desencadeou uma rápida resposta do governo brasileiro, que reforçou a presença militar na fronteira com a Venezuela e elevou o nível de alerta das Forças Armadas. A medida, classificada como preventiva e defensiva, teve como principal objetivo proteger a soberania nacional, monitorar possíveis reflexos do conflito e organizar o atendimento ao fluxo de venezuelanos que buscam entrar no país.
O Ministério das Relações Exteriores monitora os brasileiros que vivem na Venezuela e dará apoio caso queiram sair do país. Os bombardeios norte-amaericanos não atingiu brasileiros.
A fronteira está fechada para Venezuelanos, mas para os brasileiros que desejam deixar o país vizinho e retornar, está autorizada a entrada. O governador de Roraima, Antonio Denarium, pediu ao presidente Lula o fechamento da fronteira e apoio para possível fluxo de pessoas cruzando para o lado brasileiro. Ele teme onda de refugiados e disse que “a Venezuela não cabe em Roraima”.
Do lado venezuelano a fronteira está totalmente fechada para evitar a evasão de pessoas nesse momento de crise em que pode haver convocação de reservistas para reforço das tropas.

Logo após o anúncio da operação que capturou o presidente venezuelano Nicolás Maduro, o Ministério da Defesa do Brasil determinou intensificação das patrulhas terrestres e aéreas, ampliação de postos de vigilância e maior integração entre Exército, Marinha, Aeronáutica e órgãos de segurança federais. A fronteira em Roraima tornou-se o principal ponto de atenção, com reforço de tropas, equipamentos de comunicação e logística para resposta rápida a qualquer incidente.
Paralelamente, o governo federal ampliou a Operação Acolhida, responsável por registrar, abrigar e interiorizar migrantes venezuelanos. Estruturas de triagem foram reforçadas, e equipes de saúde e assistência social passaram a atuar de forma contínua para evitar sobrecarga nos municípios fronteiriços. Autoridades estaduais também intensificaram ações para garantir ordem pública e segurança local.

Embora o Brasil tenha condenado a intervenção militar estrangeira na Venezuela, o Palácio do Planalto evitou adotar postura beligerante. O comando militar reforçou que não há previsão de ações ofensivas, ressaltando que todas as mobilizações têm caráter dissuasório e de proteção do território. O país acompanha com preocupação o risco de instabilidade prolongada, que pode ampliar o fluxo migratório e gerar tensões na região.

Para o Brasil, o desafio imediato é equilibrar segurança e assistência humanitária, ao mesmo tempo em que pressiona por soluções diplomáticas para evitar que a crise se transforme em um foco duradouro de instabilidade na América do Sul.
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