Custo de reajustes do funcionalismo vai a R$ 97 bilhões em 2019

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Foto: Divulgação

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 Até 2019, primeiro ano de mandato do novo presidente, impacto dos aumentos de servidores será R$ 44 bi maior do que estimou o Planejamento, quase o dobro da conta dos acertos deixados por Dilma e chancelados por Temer

A fatura do reajuste do funcionalismo será bem maior do que a estimada inicialmente pelo Ministério do Planejamento, praticamente o dobro. Poderá chegar a R$ 96,7 bilhões até 2019, valor R$ 43,8 bilhões superior ao montante anunciado pela pasta na semana passada, de R$ 52,9 bilhões. As contas do Planejamento vão apenas até 2018, mas há uma grande parte de aumentos já contratados durante o governo da presidente afastada Dilma Rousseff que, em grande parte, vigoram até 2019, caso do Judiciário, e que precisam ser incluídos nesse cálculo. No primeiro mandato do próximo presidente, portanto, a conta com salários vai subir bem mais do que em cada um dos três anos anteriores.

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Os dados são estimativas preliminares antecipadas neste fim de semana pelo Blog do Vicente. A conta, no entanto, pode ser ainda maior a partir de 2017 porque, os deputados já estão se articulando para obterem reajustes no ano que vem, equiparando seus rendimentos aos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Na semana passada, a Câmara aprovou o aumento do Judiciário, cujo teto passou de R$ 36,8 mil, neste ano, e para R$ 39,3 mil, a partir de janeiro de 2017. Essa nova remuneração, no entanto, ainda precisa passar pelo Senado Federal. Outro item que pode acelerar as despesas é que, em algum momento, o governo deverá destravar os concursos que estão suspensos até o próximo ano. Portanto, a folha do funcionalismo só tende a crescer.

Na última quinta-feira, o ministro interino do Planejamento, Dyogo Oliveira, apresentou os números do impacto dos reajustes dos servidores já aprovados pela Câmara dos Deputados, de R$ 52,9 bilhões, mas somente até 2018. Os dados divulgados pelo ministro não continham os R$ 2,3 bilhões ao ano previstos a partir de 2017 com as oito categorias que assinaram acordo no apagar das luzes do governo Dilma, em 11 de maio, e que também valem até 2019. A proposta ainda precisa ser enviada ao Congresso Nacional pela pasta. Por baixo, apenas com essa medida, o impacto do reajuste previsto de Planejamento sobe para R$ 57,5 bilhões até 2018.

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