CONTA DIFÍCIL: Com as novidades na corrida ao Senado as contas ficaram mais difíceis - Por Carlos Sperança

Os candidatos precisam ganhar bem em Jipa, obter lastro no interior do estado – que se como sabe é bairrista – e vir para a capital beliscando alguma coisa para se garantir

CONTA DIFÍCIL: Com as novidades na corrida ao Senado as contas ficaram mais difíceis - Por Carlos Sperança

Foto: Divulgação

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Antes da Inteligência Artificial havia diversos métodos para orientar uma tomada de decisão, mas dois se destacaram: o feeling pessoal advindo da experiência, sobretudo em empresas de um só dono, e a consultoria especializada contratada pelas empresas com sócios. Na Amazônia, o feeling erra por não contemplar a complexa realidade regional. Nos dois casos, porém, os acertos sempre foram supervalorizados e os erros em geral subestimados.

 

Em uma realidade repleta de fatores, há uma sopa enorme de informações, tendências, achismos e suposições. Por feeling, consultoria técnica ou “unidunitê”, há dois fatores que importam na tomada de decisões: a qualidade dos palpites e a rapidez com que são apresentados. O que dá resultados em menos tempo tende a ser privilegiado. Erros, mais que lamentos pelos fracassos, são tratados preferivelmente como aprendizados e acertos requerem constância para virar apostas seguras, pois a realidade é mutável.

 

Essas conclusões, tiradas no dia a dia, foram respaldadas pelo Fórum Econômico Mundial de 2024, conclave, que reúne os seres humanos mais ricos. Concluiu que em ambientes de alta volatilidade, o custo de oportunidade, ou aquilo que deixa de ser feito enquanto se decide, pode ser até três vezes maior que o custo de uma decisão que precisou ser corrigida rapidamente. Com a fé cega na Inteligência Artificial abre-se um universo que talvez o Fórum Econômico só consiga de fato avaliar no fim da década.

 

 

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A corrida ao Senado

 

A elegibilidade garantida pelo Supremo ao ex-senador Acir Gurgacz (PDT), mais a aliança firmada com apoio do o MDB, o crescimento do candidato chapa branca Luís Fernando ao Senado, ex-secretário de finanças do governador Marcos Rocha depois da convenção do PSD, foram as últimas novidades na corrida ao Senado da República em Rondônia. Outra novidade foi a indicação do ex-senador Amir Lando ex-ministro da Previdência para vice do candidato a governador Pedro Abib.  E ainda temos o senador Confúcio Moura para decidir qual será o cargo que entrará em disputa, ou se vai manter aquela sua decisão sobre sua renúncia de disputar o pleito 2026.

 

 

Os primeiros reflexos

 

Os primeiros reflexos com as novidades ao Senado prejudicam a situação da campanha do deputado Fernando Máximo (PL) e da ex-deputada federal Mariana Carvalho (União Brasil). Isto porque, o crescimento de Luís Fernando atinge diretamente a estas duas candidaturas rivais em Porto Velho. É o processo de canibalização na disputa da capital. Mariana e Máximo tinham largado bem na capital e seguem liderando a jornada no principal colégio eleitoral do estado, mas agora já com percentuais de diferenças menos expressivos.

 

 

Agora, ameaçados  

 

O novo contexto na peleja ao Senado na capital ameaça os até agora favoritos Fernando Máximo e Mariana Carvalho, porque para eles garantir suas vitorias e as duas cadeiras ao Senado, precisam abrir boas diferenças na capital para enfrentar os candidatos com redutos no interior rondoniense. Igualmente reduzem as intenções dos dois outros postulantes de Porto Velho, o surpreendente Luís Fernando. Lembrando que o interior de Rondônia conta com dois terços do eleitorado do estado e é muito bairrista na escolha de seus representantes.

 

 

Maior presença

 

Dos três candidatos ao Senado com base m Ji-Paraná, casos do ex-senador Acir Gurgacz (PDT), a deputada federal Silvia Cristina (PP) e o empresário do agronegócio Bruno Bolsonaro (PL), Acir tem maior presença da capital, já que por aqui estão instaladas suas empresas dos portes da Eucatur, jornal Diário da Amazônia, Portal SGC e é sede de rede de mais de vinte emissoras de rádio espalhadas pelo estado. Além disto, já tem um grande trabalho pelo Senado, beneficiando a capital, quando puxou a brasa da sardinha para Rondônia na Comissão de Infraestrutura. Mas entra atrasado na peleja, pois só recentemente foi liberado pelo supremo. Entra numa corrida de recuperação, pois só agora entra na disputa para valer.

 

 

Conta difícil

 

Com as novidades na corrida ao Senado as contas ficaram mais difíceis. As contas para Máximo, Mariana. Luís Fernando exigem vitória deles na capital, se possível, por boa diferença, para ter mais tranquilidade no confronto com os postulantes com base eleitoral da capital da BR e no interior onde vão tentar se vitaminar contra o bairrismo interiorano. As contas para Acir Gurgacz, Silvia Cristina, e Bruno Bolsonaro, são parecidas. Os candidatos precisam ganhar bem em Jipa, obter lastro no interior do estado – que se como sabe é bairrista – e vir para a capital beliscando alguma coisa para se garantir.

 

 

Máquina funciona

 

O surpreendente crescimento de Luís Fernando, candidato chapa branca ao Senado na capital, mostra que a máquina eleitoral do governador Marcos Rocha começou a funcionar depois das convenções partidárias. É um verdadeiro exército de funcionários públicos atuando na capital e no interior a serviço da composição chapa branca. Isto também deve refletir na candidatura do prefeito cacoalense Adailton Fúria ao Palácio Rio Madeira que estava levando uma verdadeira surra de intenções de votos do candidato da capital Hildon Chaves. Temos uma nova eleição por aí, pelo visto, novamente repleta de reviravoltas.

 

 

Sucessão estadual

 

Com uma pena refinada, lembrando bem outro paraibano, que foi o mestre Paulo Queiroz, o jornalista Robson de Oliveira, um dinossauro egresso da mídia escrita, descreveu com grande propriedade a situação do contexto político como também o cenário sucessório em Rondônia durante a semana. De fato, temos aí um verdadeiro campeonato de puxar tapetes nesta campanha. Que todos se cuidem pois temos reviravoltas para todos os gostos, seja ao Senado ou até mesmo ao governo estadual. E salve-se quem puder!

 

 

Via Direta

 

*** A menos de três meses da eleição 2026 as zebras políticas ainda estão por aparecer nas disputas ao governo de Rondônia e ao Senado. Mas fiquem tranquilos, eleitores cara-pálidas e prezados aldeões, de Nova Califórnia a Serra do Touro, elas vão aparecer nos últimos dias de campanha *** Posso garantir, sem medo de errar que teremos zebras a vontade, nas disputas a Assembleia Legislativa, Câmara dos Deputados, ao Senado e talvez até ao Centro Político Administrativo Rio Madeira *** As zebras sempre ameaçam os favoritos, como é tradição na política rondoniense, onde os candidatos saem do zero por aqui  e chegam na ponteira na reta final. É coisa de louco

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