CRISE FINANCEIRA: ‘Porto Velho está totalmente endividada’, diz vereadora

A Prefeitura autorizou recentemente um contingenciamento de gastos

CRISE FINANCEIRA: ‘Porto Velho está totalmente endividada’, diz vereadora

Foto: Prédio do Relógio / Prefeitura de Porto Velho - Rondoniaovivo

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A Prefeitura de Porto Velho está com os cofres vazios e precisará passar por um duro ajuste fiscal. A revelação foi feita pela vereadora Elis Regina (PODE) durante sessão na Câmara Municipal, após uma reunião com Léo Moraes (PODE). Segundo a parlamentar, o prefeito informou que o município está "totalmente endividado" e necessita cortar mais de R$ 90 milhões em despesas para honrar seus compromissos.
 
Apesar da gravidade do rombo financeiro, a vereadora subiu à tribuna para tranquilizar o funcionalismo público e acertar suas prioridades. Ela assegurou que o corte milionário atingirá apenas despesas gerais do município, blindando a folha de pagamento. 
 
"Em servidor do quadro efetivo a gente não admite que tenha nenhuma perda de um direito já garantido, inclusive aprovado nesta casa", cravou a parlamentar, ressaltando que não serão tolerados “cortes arbitrários como os que as categorias já sofreram no passado”.
 
O único ajuste confirmado na folha de pagamento refere-se ao vale-transporte, que passará por uma readequação estrita à legalidade. Servidores que recebiam cotas excedentes (como 88 passagens quando o limite é 44) terão o benefício ajustado, medida que a vereadora reconheceu não ter como contestar por se tratar de um cumprimento da lei.
 
Sindicatos
 
Durante o discurso, a vereadora cobrou que o prefeito honre as promessas feitas no ano passado a diversas categorias. Pautas específicas aguardadas com ansiedade por servidores da saúde, educação, garis, técnicos de odontologia e auxiliares de serviços gerais deverão ser enviadas à Câmara para aprovação em breve.
 
A parlamentar pediu para que os servidores fortaleçam os sindicatos, definindo-os como o único fórum de legitimidade para as negociações trabalhistas. Ela convocou a categoria a não faltar às assembleias já agendadas para debater os rumos das mobilizações.
 
Ela  também criticou a herança de contas no município e a contração de empréstimos que ficam para os próximos prefeitos pagarem, defendendo que os gestores deveriam quitar suas dívidas dentro do próprio mandato. 
 
Ao finalizar, ela deixou um recado direto à atual administração municipal sobre o andamento das negociações: "Da mesma forma que a gente aplaude, a gente vaia também. Depende única e exclusivamente da boa vontade do Executivo". "A partir do momento que eu acho que a pessoa não tem a boa vontade em fazer, a gente sabe fazer a discussão com os servidores", alertou.
 
Ajuste fiscal
 
A Prefeitura de Porto Velho publicou nesta semana um decreto de contingenciamento de despesas que atinge toda a administração municipal. O objetivo é acelerar o processo de recuperação fiscal, e ampliar capacidade de futuros investimentos em áreas estratégicas.
 
Os cortes foram desenhados para respeitar a realidade operacional de cada secretaria, garantindo que a prestação de serviços essenciais à população não seja prejudicada. 
 
Na prática, o contingenciamento tem como alvo principal a contenção de despesas administrativas gerais, a redução de gastos com deslocamentos de servidores e a priorização da compensação de jornadas por meio de banco de horas, o que diminui o pagamento de horas extras.
 
A medida visa lidar com o elevado comprometimento financeiro gerado por empréstimos de gestões anteriores, somando-se à economia de mais de R$ 60 milhões já alcançada ao longo de 2025.
 
Segundo o Executivo municipal, esse ajuste focado na eficiência administrativa interna é a alternativa adotada para reequilibrar o município de forma inteligente, evitando a transferência de custos ou aumento da carga tributária.
Direito ao esquecimento
Elizeu Sampaio - 16/06/2026 10:28
O nosso atual prefeito, é meio festeiro, gosta de patrocinar eventos que não trás nenhum benefício para a cidade, vamos começar por ai?
Joselio Silva - 16/06/2026 09:48
Quem sabe reduzindo os gastos com tantas festas inúteis já seria um bom alívio pro orçamento do município

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