As duas vítimas confirmaram o crime e o delegado ratificou a voz de prisão ao acusado
Foto: Ilustrativa
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Um estudante do curso de Direito foi preso em flagrante pela Polícia Militar na noite de sexta-feira (11) acusado de praticar importunação sexual contra duas colegas de faculdade em um ônibus que fazia o transporte de alunos para a Universidade de Rondônia.
De acordo com o registro policial, o acusado, teria simulado atos de masturbação enquanto encarava fixamente duas estudantes durante o trajeto até a instituição de ensino.
Ao perceberem a atitude do acusado, as vítimas se levantaram e relataram o ocorrido ao motorista do coletivo. O condutor parou o veículo já nas dependências da faculdade e determinou o desembarque de todos os passageiros, mantendo apenas o acusado no ônibus até a chegada da Polícia Militar.
A equipe policial do 9º Batalhão da PM compareceu ao local e deu voz de prisão ao jovem.
Ele foi conduzido à Central de Flagrantes. Na delegacia, uma das vítimas, prestou depoimento visivelmente abalada e confirmou a ausência de consentimento para os atos cometidos.
A segunda vítima por ser menor de idade, não pôde ser ouvida de imediato na Central de Flagrantes.
Em cumprimento à Lei nº 13.431/2017 e às diretrizes do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ/RO), sua oitiva será realizada posteriormente por meio de escuta especializada ou depoimento especial para evitar a revitimização. A responsável legal da jovem compareceu à unidade policial e ratificou a denúncia.
Uma testemunha que também cursa Direito na mesma instituição prestou depoimento, sendo inclusive responsável pelo centro acadêmico e relatou que o acusado já apresentava comportamentos semelhantes recorrentes, com queixas anteriores de outras alunas sobre condutas inadequadas.
O delegado de polícia Shelbi Priester Marques ratificou a prisão em flagrante ao acadêmico pelo crime de importunação sexual, previsto no Artigo 215-A do Código Penal Brasileiro, cuja pena de reclusão varia de 1 a 5 anos.
Por ter pena máxima superior a 4 anos, a autoridade policial não concedeu fiança na esfera policial.
O delegado solicitou formalmente a requisição das imagens do sistema de videomonitoramento do ônibus para auxiliar no esclarecimento dos fatos e na instrução do processo.
O acusado foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exame de corpo de delito e, posteriormente, colocado à disposição da Justiça para a realização da audiência de custódia.
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