Aos policiais, o garoto relatou que estava dormindo quando acordou assustado
Foto: Ilustrativa
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Uma grave briga familiar terminou em morte na madrugada desta terça-feira (09). Um adolescente de 16 anos esfaqueou e matou o próprio pai, Hélio Silva Sampaio, 57 anos, para defender a mãe de 45 anos, que estava sendo agredida dentro de casa. O caso ocorreu na Avenida Rio Branco, no distrito de Extrema, em Porto Velho (RO).
A PM realizava patrulhamento de rotina na região, quando foi abordada na rua pelo próprio adolescente. Desesperado, ele relatou aos policiais que um violento conflito doméstico estava acontecendo em sua residência envolvendo seus pais.
Aos policiais, o garoto relatou que estava dormindo quando acordou assustado com os gritos vindos de uma discussão. Ao verificar o que estava acontecendo, ele presenciou o pai agredindo fisicamente a mãe.
Diante da gravidade das agressões e na tentativa de proteger a vida da mãe, o adolescente apoderou-se de uma faca e desferiu golpes contra Hélio.
Mesmo ferido, o homem ainda teria ido até a cozinha e pegado um pedaço de madeira para revidar. No entanto, após pedidos insistentes da esposa e do filho para que saísse, Hélio abandonou a casa e fugiu a pé.
A Polícia Militar foi até a residência na Avenida Rio Branco para prestar o primeiro atendimento e colher as informações iniciais com as vítimas. Na sequência, mantendo a mulher e o filho sob acompanhamento, a equipe iniciou um deslocamento em direção ao hospital Regional de Extrema para verificar se Hélio havia dado entrada em busca de socorro médico.
Durante o trajeto, os policiais se depararam com Hélio caído ao solo em via pública, aparentemente inconsciente. A equipe médica do Hmhospital regional foi acionada imediatamente, mas ao chegar no local, os profissionais de saúde apenas puderam constatar que a vítima já estava sem sinais vitais.
A área onde o corpo foi localizado foi isolada pela Polícia Militar para o trabalho da Polícia Técnica e do Instituto Médico Legal (IML).
O adolescente e a mãe foram conduzidos e apresentados na delegacia de Polícia Civil. O caso segue sob investigação. O garoto deve responder por ato infracional análogo ao crime de homicídio, embora a Polícia Civil vá analisar o contexto de legítima defesa de terceiro devido ao histórico de violência doméstica relatado.
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