Uma violenta discussão entre dois homens de nacionalidade colombiana terminou em um homicídio bárbaro entre o fim da noite de quinta-feira (04) e o início da madrugada desta sexta-feira (05).
O crime ocorreu em uma residência na Rua Rosilene Araújo de Castro, no bairro São José. Este é o 12º homicídio consumado registrado no município de Vilhena (RO) no ano de 2026.
A vítima foi identificada como Gabriel José Arrieta Jiménez, que completaria 36 anos exatamente nesta sexta-feira. Ele foi assassinado com extrema crueldade pelo próprio colega de trabalho, identificado pelas iniciais J. A., que foi preso em flagrante.
De acordo com informações apuradas pela reportagem, os dois estrangeiros trabalhavam juntos em um esquema de cobrança de dívidas relacionadas à agiotagem.
Na versão apresentada pelo acusado à polícia, Gabriel era o responsável pelos empréstimos financeiros, enquanto ele atuava na linha de frente realizando as cobranças.
O desentendimento teria começado durante uma suposta confraternização em comemoração ao pré-aniversário da vítima.
A discussão evoluiu rapidamente para uma luta corporal dentro do imóvel.
No calor da confusão, o agressor se apoderou de duas espadas que estavam na residência e desferiu diversos golpes contra Gabriel.
Os detalhes do laudo pericial apontam a brutalidade da ação. Gabriel foi atingido por nove golpes na região da cabeça, provocando exposição de massa encefálica, desferidos inclusive quando a vítima já estava caída no chão, sem chances de reação.
O corpo ainda apresentava outras seis lesões nos braços e nas mãos, evidenciando que o homem tentou, desesperadamente, se defender das agressões.
O Corpo de Bombeiros Militares chegou a ser acionado, mas ao chegar ao local, constatou que a vítima já estava morta devido à gravidade dos ferimentos.
A Polícia Militar agiu rápido e cercou o local. Ao entrarem na residência, os militares flagraram o acusado tentando colocar roupas e outros materiais sujos na máquina de lavar, em uma aparente tentativa de limpar os vestígios do crime.
Apresentando sinais de abalo emocional, o acusado confessou o crime e disse em entrevista não acreditar no que havia feito, mas justificou o ato dizendo que "não leva desaforo para casa".
Ele revelou também que o clima entre os dois já era tenso e que ambos já haviam brigado anteriormente por divergências nos valores das cobranças de agiotagem.
O acusado reside fixamente em Vilhena, enquanto a vítima havia se mudado recentemente de Ji-Paraná para a cidade.
A área foi totalmente isolada para os trabalhos da Perícia Criminal.