O Ministério Público Federal (MPF) acionou a Justiça para obrigar a Marinha do Brasil a reforçar a fiscalização de dragas e balsas utilizadas no garimpo ilegal nos rios da Amazônia, incluindo o rio Madeira.
A iniciativa busca dificultar a atuação de grupos criminosos que utilizam a extração ilegal de ouro para ampliar seus negócios na região.
Na ação, o MPF pede que as embarcações sejam submetidas a vistorias prévias e apresentem autorização minerária e licença ambiental, além de contar com rastreamento por satélite.
O órgão também solicita a responsabilização administrativa dos proprietários em caso de irregularidades.
Segundo o Ministério Público, o garimpo fluvial está associado à destruição ambiental, ao transporte clandestino de combustível e mercúrio e ao financiamento de organizações criminosas.

As medidas propostas incluem ainda a fiscalização de estaleiros e oficinas que constroem ou mantêm as embarcações, a criação de procedimentos para receber denúncias e a integração do rastreamento das dragas aos sistemas de monitoramento da Amazônia.
O objetivo é ampliar a capacidade de identificar deslocamentos suspeitos, fiscalizar as atividades de extração mineral e fortalecer o combate ao garimpo ilegal nos rios amazônicos.