Empresas de tecnologia de Xangai aprimoram robôs inteligentes com testes no mundo real
Foto: Xinhua/Chen Haoming
Receba todas as notícias gratuitamente no WhatsApp do Rondoniaovivo.com.
Empresas de tecnologia de Xangai, na China, estão ampliando o desenvolvimento de robôs equipados com sistemas de inteligência incorporada, tecnologia que permite às máquinas perceber o ambiente, tomar decisões e executar tarefas físicas com maior autonomia.
O treinamento em ambientes reais é apontado como uma etapa importante para aproximar esses equipamentos de aplicações comerciais e industriais.
A estratégia consiste em colocar os robôs em situações semelhantes às encontradas no cotidiano, permitindo que sensores, câmeras e sistemas de inteligência artificial processem informações do ambiente e ajustem os movimentos em tempo real.
Diferentemente de sistemas treinados apenas em ambientes virtuais ou controlados, os testes no mundo físico expõem as máquinas a obstáculos, mudanças de iluminação, diferentes superfícies e objetos de formatos variados.
.jpeg)
O conceito de inteligência incorporada — ou embodied intelligence — busca integrar percepção, raciocínio e ação física.
Na prática, o robô deixa de apenas executar comandos previamente programados e passa a interpretar o ambiente para decidir como realizar determinada tarefa.
Em Xangai, empresas e centros de pesquisa vêm utilizando ambientes industriais, comerciais e outros espaços reais para coletar dados e aperfeiçoar os modelos de inteligência artificial.
A experiência acumulada nesses testes pode ajudar os robôs a desenvolver habilidades como caminhar, manipular objetos, navegar por espaços complexos e interagir com pessoas.
Um dos principais desafios é justamente a enorme variedade de situações encontradas fora dos laboratórios.
Um robô pode funcionar corretamente em um cenário previamente preparado, mas apresentar dificuldades quando encontra um objeto inesperado, uma superfície irregular ou uma situação que não estava presente nos dados utilizados durante seu treinamento.

Por isso, o treinamento físico é considerado complementar à simulação computacional.
Ambientes virtuais permitem realizar milhares de testes com menor custo e risco, enquanto a interação com o mundo real fornece dados sobre as limitações físicas e comportamentais das máquinas.
O avanço dessa tecnologia também está relacionado à disputa internacional pelo desenvolvimento de robôs humanoides e sistemas autônomos.
A expectativa é que equipamentos desse tipo possam futuramente atuar em setores como manufatura, logística, atendimento, inspeção, serviços domésticos e assistência a pessoas.
A evolução, porém, depende não apenas de modelos mais sofisticados de inteligência artificial, mas também de sensores, atuadores, baterias, sistemas de controle e capacidade de processamento.
A combinação desses componentes determinará até que ponto os robôs poderão operar de maneira segura e independente.
O movimento observado em Xangai indica uma mudança importante na indústria de inteligência artificial: o foco deixa de estar exclusivamente na capacidade de produzir respostas digitais e passa a incluir a capacidade de perceber o mundo, raciocinar sobre ele e agir fisicamente nele.
Acesse sua conta do Rondoniaovivo.com e faça seu comentário