DEBAIXO DE NOSSOS PÉS: Rondônia concentra 10,3% dos minerais críticos existentes na Amazônia Legal

Diagnóstico produzido pela Agência Nacional de Mineração revela riquezas e desafios para extração mineral na região, apontando caminhos para construção de Plano Nacional para o setor

DEBAIXO DE NOSSOS PÉS: Rondônia concentra 10,3% dos minerais críticos existentes na Amazônia Legal

Foto: Reprodução/Carta Capital

Receba todas as notícias gratuitamente no WhatsApp do Rondoniaovivo.com.​

  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
2 pessoas reagiram a isso.

Rondônia concentra 10,3% dos processos minerários relacionados a minerais críticos e estratégicos da Amazônia Legal, segundo o estudo "Amazônia Legal: Minerais Críticos e Estratégicos – Diagnóstico Setorial", divulgado na quinta-feira (23) pela Agência Nacional de Mineração (ANM).

O levantamento mostra que a Amazônia reúne 48,2% desses processos em todo o Brasil, reforçando o papel estratégico da região para o abastecimento de matérias-primas essenciais à indústria de alta tecnologia, defesa e transição energética.

De acordo com o diagnóstico, o Pará lidera a participação na região, com 51% dos processos minerários, seguido por Mato Grosso (19%) e Rondônia (10,3%).

O ouro aparece como a principal substância mineral, presente em 67% dos processos da Amazônia Legal, seguido pelo estanho (10%) e cobre (7,3%). 

Além de destacar o potencial mineral de Rondônia, o estudo aponta que a região ainda possui espaço para ampliar a exploração de minerais considerados estratégicos para o futuro da economia mundial, como cobalto, terras raras e potássio, substâncias que atualmente não possuem produção na Amazônia Legal, apesar das reservas identificadas.

 

Principais investimentos

O levantamento também revela que, entre 2006 e 2024, foram investidos R$ 40,4 bilhões em minas e usinas de beneficiamento de minerais estratégicos na Amazônia Legal, excluindo o minério de ferro.

Somente em pesquisa mineral, os investimentos alcançaram R$ 4,9 bilhões entre 2003 e 2024, concentrados principalmente em projetos de ouro e cobre.

Os principais investimentos em 2024 foram direcionados a cobre (31,3%), níquel (19,8%), alumínio (18,7%), ouro (17,2%) e manganês (11,3%). 

Segundo a ANM, o diagnóstico servirá de base para a elaboração da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos.

Para o diretor-geral da agência, Mauro Sousa, a Amazônia possui importância decisiva para o desenvolvimento do setor mineral brasileiro e demanda uma política capaz de atrair investimentos com segurança jurídica e responsabilidade socioambiental.

A superintendente de Economia Mineral e Geoinformação da ANM, Inara Barbosa, afirma que o estudo reúne informações técnicas e econômicas que poderão orientar decisões do poder público e da iniciativa privada sobre pesquisa, exploração e infraestrutura mineral.

 

Novo impulso para Rondônia

Apesar do potencial, o relatório destaca que a expansão da atividade mineral na Amazônia enfrenta desafios relacionados ao licenciamento ambiental, à preservação da floresta e ao respeito aos direitos dos povos indígenas e comunidades tradicionais.

A ANM defende que novos empreendimentos sejam conduzidos com governança socioambiental, consulta prévia às populações afetadas e regras claras para garantir segurança aos investimentos.

Para Rondônia, a posição entre os três estados com maior concentração de processos de minerais críticos reforça a importância do estado no cenário mineral brasileiro e abre perspectivas para novos investimentos em pesquisa, exploração e industrialização, caso sejam superados os desafios regulatórios, ambientais e de infraestrutura apontados pelo estudo. 

Direito ao esquecimento

MAIS NOTÍCIAS

Por Editoria

CLASSIFICADOS veja mais

EMPREGOS

PUBLICAÇÕES LEGAIS

DESTAQUES EMPRESARIAIS

EVENTOS

Instale o app do Rondoniaovivo.com Acesse mais rápido o site