‘INADMISSÍVEL’: Sintero repudia atitude de vereador que tentou forçar entrada em escola

O parlamentar ainda xingou o diretor da unidade, que é estadual

‘INADMISSÍVEL’: Sintero repudia atitude de vereador que tentou forçar entrada em escola

Foto: Reprodução

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O Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação no Estado de Rondônia (Sintero) divulgou nota nesta segunda-feira (25) repudiando a conduta do vereador Marcos Figueiredo (Avante). Na última sexta-feira (22), o parlamentar protagonizou um atrito público ao tentar realizar uma "fiscalização" sem autorização na Escola Estadual Capitão Cláudio, na Zona Sul, e ser barrado pelo diretor da unidade.
 
No documento, o Sintero classifica a atitude do vereador como "inadmissível" e afirma que ele promoveu uma "situação de constrangimento" ao desrespeitar os protocolos de segurança do ambiente escolar. A entidade sindical prestou solidariedade ao diretor da escola, ressaltando que o gestor agiu dentro de suas prerrogativas legais e administrativas ao impedir o acesso.
 
"As unidades de ensino são espaços públicos destinados à educação, ao acolhimento e à proteção. (...) Reafirmamos nosso compromisso na defesa da autonomia escolar, do respeito aos profissionais da educação e da preservação do ambiente escolar como espaço democrático, seguro e livre de qualquer forma de abuso de autoridade ou intimidação", diz um trecho da nota.
 
Teatro político
 
O embate ocorreu quando o vereador tentou invadir o colégio sob a justificativa de apurar denúncias da comunidade sobre banheiros insalubres, quadra suja e suposta má qualidade na merenda. O diretor impediu a entrada, afirmando ter "medo" do parlamentar, a quem classificou como "violento". A discussão foi gravada em vídeo e só terminou após o acionamento de duas viaturas da Polícia Militar.
 
Combate xingou o diretor de mentiroso e alegou, com base na Constituição, ter o direito de ir e vir como cidadão. Contudo, do ponto de vista jurídico, a função de fiscalização de um vereador restringe-se aos atos do Poder Executivo Municipal (Prefeitura), não possuindo ele prerrogativa legal para realizar auditorias operacionais individuais em prédios do Governo do Estado, que são administrados pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc).
 
Além do Sintero, a própria Seduc já havia saído em defesa do diretor. Em nota anterior, a secretaria lamentou a exposição indevida do servidor nas redes sociais, confirmou que ele cumpriu os protocolos vigentes da rede estadual e garantiu que as obras estruturais na escola seguem dentro do planejamento técnico.
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