ANCESTRALIDADE CASSUPÁ: Menor terra indígena do mundo está na entrada da cidade de Porto Velho

O povo Cassupá e Salomãi lutam pelo reconhecimento de terra e da cultura ancestral

ANCESTRALIDADE CASSUPÁ: Menor terra indígena do mundo está na entrada da cidade de Porto Velho

Foto: Divulgação

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Os povos indígenas Cassupá e Salamãi, habitantes tradicionais da região amazônica, enfrentam uma longa luta pelo reconhecimento oficial de sua identidade étnica e territorial. Embora estejam presentes historicamente no estado de Rondônia, essas comunidades continuam invisibilizadas diante das políticas indigenistas e da sociedade em geral.

 

Os Cassupá, ou Kassupá, pertencem à família linguística Aikanã e possuem aproximadamente 210 membros. A maioria dos Cassupá habita uma pequena aldeia formada em área do Ministério da Agricultura e da Embrapa, no perímetro urbano de Porto Velho, juntamente com alguns representantes da etnia Salamãi. A área é pequena, fica dentro da cidade e não oferece condições para a manutenção da cultura tradicional indígena.

 

Como foram parar em Porto Velho

 

Segundo o blog Combate Racismo Ambiental (23/06/2011), em 1967 a Fundação Nacional do Índio (FUNAI) transferiu alguns membros dos povos Cassupá e Salamãi do seu território tradicional (na Cascata, rio Pimenta Bueno e Santa Elina, município de Chupinguaia – RO) para esta área no perímetro urbano de Porto Velho, localizada na rodovia BR 364, no quilômetro 5,5, sentido Cuiabá. Desde então, os indígenas passaram a conviver com a insegurança jurídica, pois diversas vezes foram notificados para deixarem a área.

Indígenas foram transferidos para pequena área ao lado da Superintendência do Ministério da Agricultura, na BR-364, em Porto Velho 

 

A busca por reconhecimentos

 

Representantes das duas etnias afirmam que a luta não se resume apenas à demarcação de terras, mas também ao direito de existir como povos originários, com culturas, línguas e modos de vida próprios. A ausência de reconhecimento oficial por órgãos competentes, como a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), dificulta o acesso as políticas públicas essenciais nas áreas de saúde, educação e proteção cultural. “Queremos ser vistos e respeitados como povos indígenas. Nossa história e nossa identidade não podem ser apagadas”, declarou uma liderança durante encontro realizado em Porto Velho.

 

Enquanto sonham com a volta para uma área ampla onde possam reconstruir sonhos e viver como seus ancestrais, os indígenas permancem confinados numa pequena área dentro da cidade, convivendo com outras culturais e perdendo traços de suas histórias. 

 

O resgate cultural

 

A invisibilidade desses povos também se reflete na falta de registros históricos adequados. Pesquisadores destacam que tanto os Cassupá quanto os Salomãi carregam tradições orais, saberes ambientais e práticas culturais fundamentais para a preservação da Amazônia. Ainda assim, sofrem com a pressão do avanço urbano, das atividades econômicas e da ausência de garantias legais.

 

Os indígenas estão perdendo seus traços culturais e os mais velhos que dominavam a língua, a cultura e a religiosidade já faleceram e pouco resta dos conhecimentos ancestrais. Apesar que o espaço não comporta todas as realizações, os integrantes da comunidade mantêm atividades e rituais tradicionais para não perderem totalmente os traços culturais.

Foto: Acervo particular Cassupá

 

Organizações indigenistas e movimentos sociais têm se mobilizado para apoiar a causa, ressaltando que o reconhecimento oficial é o primeiro passo para assegurar direitos básicos e proteger a diversidade cultural de Rondônia.

 

A luta dos Cassupá e dos Salomãi, segundo especialistas, simboliza um desafio mais amplo enfrentado por diversos povos indígenas no Brasil: o direito de existir plenamente e de ter sua identidade respeitada.

 

Cultivo tradicional

 

Em busca de manter viva as tradições, os indígenas confinados num pequeno pedaço de terra plantam ervas medicinas, alguns alimentos básicos e replantam espécies que tem a ver com seus modos de vidas originários. A pequena comunidade remanescente tem esperança de que um dia possa regressar a uma área ampla, onde o convívio com a natureza e com a cultura possam ser restaurados por completam.

 

Foto: Acervo particular Cassupá

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