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O novo prefeito de Porto Velho proibiu os secretários de citarem qualquer problema envolvendo a gestão passada.
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Na tarde desta terça-feira, o ex-deputado federal Mauro Nazif (PSB) assumiu a prefeitura de Porto Velho e os 21 vereadores eleitos tomaram posse durante solenidade realizada em uma casa de eventos da cidade. Na oportunidade, os vereadores elegeram a nova mesa diretora para o biênio 2013/2014 e o prefeito Mauro Nazif anunciou os nomes dos secretários que vão compor as pastas municipais.
Antes mesmo do início da sessão de posse, vários manifestantes tomaram parte do auditório, com placas e faixas de protesto contra a última administração municipal e cobranças direcionadas aos vereadores e ao prefeito eleito. Durante o discurso de posse, alguns vereadores foram vaiados, assim como o governador Confúcio Moura (PMDB), que também participou da cerimônia.
Deixando a prefeitura após 16 dias de mandato, o ex-prefeito em exercício, Emerson Castro falou sobre sua expectativa em relação à nova composição da Câmara Municipal e o que espera da atuação de Mauro Nazif como chefe do executivo.
“Tantos os nossos vereadores reeleitos e os que entram agora, assim como nosso prefeito terão um grande desafio pela frente. Acredito que é tempo de reorganizar a casa e priorizar assuntos como a mobilidade urbana, ações como drenagem, asfalto, saneamento básico e saúde pública”, disse.
Campeão de votos nas últimas eleições, o vereador Marcelo Reis(PV) espera que a nova legislatura tenha mais empenho por parte dos colegas empossados. “Vamos cobrar mais fiscalização, acompanhar todas as ações da prefeitura de perto, com mais rigor e formar uma Câmara Municipal atuante sempre priorizando o bem estar da nossa população e o desenvolvimento da nossa cidade”, frizou.
Durante seu discurso, Mauro Nazif reafirmou que não perderia tempo com críticas à administração passada e que não admitiria que o mesmo fosse feito por sua equipe. “Não vou permitir que secretário algum fale sobre a antiga gestão. Não temos tempo a perder e acredito que justiça será feita e a cobrança virá a quem de fato deve. Vamos nos focar nos problemas que tempos pela frente”, ressaltou Nazif que citou ainda o caos no transporte público.
“Não aceito que os ônibus que circulam com nossa população pelas ruas da cidade sejam os mesmos de 20 anos atrás. As empresas que hoje são responsáveis por este setor deverão se adequar a nossa realidade, pois não aceito o que acontece hoje em dia, isso é um absurdo e será mudado, assim como questões como o lixo urbano, as alagações e os demais problemas que afetam a nossa Capital”, concluiu.