Muitos rondonienses e brasileiros torcem para que ela volte. Até jornalistas parecem gostar dela: oito imbecis metidos a jornalistas, contados a dedo, já propuseram censura a meus textos bobos. Eu os chamo simplesmente de “jornalistas capitão-do-mato”.
Foto: Divulgação
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Porém, muitos rondonienses e brasileiros torcem para que ela volte. Até jornalistas parecem gostar dela: oito imbecis metidos a jornalistas, contados a dedo, já propuseram censura a meus textos bobos. Eu os chamo simplesmente de “jornalistas capitão-do-mato”, aqueles negros que eram pagos para assassinar outros negros no tempo da escravidão. Não se pode usar o argumento tolo de que “nasci nesta terra e ninguém pode falar mal dela” para se defender a excrescência, a imoralidade, o cerceamento ao direito de se falar. Se minhas palavras atingirem a honra de alguém, que se busquem na Justiça, como manda a lei, os reparos, mas garanta a qualquer um o direito de se expressar. Jornalista que defende a censura não é jornalista, é picareta que nunca estudou jornalismo numa faculdade de renome. A censura no Brasil nunca acabou, esta é a grande verdade. Por que em alguns sites eletrônicos de Porto Velho, por exemplo, não se vêem notícias contra a administração de Roberto Sobrinho à frente da Prefeitura? Lisura, mau jornalismo ou simples “cala-boca” mesmo? Por que a bancada de evangélicos no Congresso Nacional foi contra a distribuição do Kit anti-homofobia e censurou a sua distribuição nas escolas públicas do país? Por que muitos comentaristas se insurgem contra as piadas sem graça do Rafinha Bastos e lhe propõem apenas o silenciamento? Por que alguns religiosos ainda hoje defendem o índex?
É como diz Sérgio Pires no seu texto: “... as piadas do Rafinha Bastos são horríveis, mas pior do que elas é a tentativa de censurá-lo...” . Para muita gente, a Ditadura Militar foi uma dádiva dos céus e que devia retornar à sociedade brasileira. Por isso não é de se estranhar quando senadores da República, desconhecendo que o Brasil é signatário da Declaração Universal dos Direitos Humanos ainda defendem publicamente chicotadas e todo tipo de maus-tratos para presos comuns e recebem aplausos ao proporem este e outros retrocessos medievais. Engraçado nisso tudo é que a grande maioria dos brasileiros acha o Estado incompetente, mas defende a pena de morte, a censura e o controle estatal sobre as pessoas como se verifica nas sociedades mais atrasadas e anacrônicas do mundo. “Ninguém precisa nos dizer o que devemos ou não assistir ou ouvir”. Tenho medo da censura porque com ela serei obrigado a achar as Três Caixas d’Água, o horroroso símbolo de Porto Velho, bonitas. À força, terei que admitir que Porto Velho é uma cidade limpa, organizada e cheirosa e que o Carnaval é uma invenção divina e todos ganham com ele. Para não morrer sob torturas direi também que todo político é honesto, não rouba e que trabalha sempre em benefício do povo. Na marra, vou deixar de produzir meus textos por causa de meia dúzia de otários que dizem não gostar deles, mas sempre os lêem. Tenham santa paciência.
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