“Estudantes” de medicina confirmam em nota o clima de tensão na Unir - Por: Paulo Ayres

“Estudantes” de medicina confirmam em nota o clima de tensão na Unir - Por: Paulo Ayres

“Estudantes” de medicina confirmam em nota o clima de tensão na Unir -  Por: Paulo Ayres

Foto: Divulgação

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 Resposta ao Direito de Resposta não assinado dos supostos estudantes do Curso de Medicina da Unir. Com referência ao artigo de minha autoria intitulado a Ação criminosa e vergonhosa no Curso de Medicina da Unir, devidamente assinado, identificado, e com dados para eventuais contatos, e que foi repudiado em matéria não assinada distribuída à imprensa, atribuída aos estudantes de Medicina da Fundação Universidade Federal de Rondônia, me cabe no papel de pai, cidadão, professor e cristão, prestar mais uma vez alguns esclarecimentos, e reafirmar antes de tudo meu compromisso social ao longo de 31 anos como profissional de imprensa. 
 
Poderia simplesmente ignorar, uma vez que não foi assinada a tal matéria. Mas em respeito à comunidade acadêmica e a sociedade em geral, farei algumas considerações a respeito das retaliações imputadas a quatro jovens, beneficiados por decisão judicial de freqüentarem o Curso de Medicina. Serei didático, esclarecendo pontualmente as contestações contidas no apócrifo Direito de Resposta:
 
1. Informações infundadas: Em recente matéria veiculada na Tv Rondônia os constrangimentos sofridos pelos quatro universitários, foi amplamente noticiado. Inclusive o coordenador do Curso de Medicina reconheceu a ocorrência de tais fatos. Será que são acusações absurdas? 
 
2. Criminalizar os estudantes de Medicina da Unir: Ilações e também falta de responsabilidade ou autor ou dos autores da matéria. Em tempo algum, rigorosamente o problema foi generalizado, de forma a atingir a todos os estudantes. Recomendo mais leitura e interpretação de textos, ainda é tempo.
 
3. Objetivo particular de atacar de forma covarde e impiedosa a Coordenação do Curso de Medicina da UNIR: Reforço mais uma vez quanto ao pedido de leitura e interpretação de textos, pois no artigo publicado por este jornalista não consta nenhum tipo de ataque, sendo apenas alertado quanto as suas responsabilidades, enquanto cidadão, mestre e coordenador de um curso. Quanto a forma covarde e impiedosa, fica por conta da imaginação do autor ou autores, que seguramente devem entender muito de covardia.
 
4. Tentativa sorrateira de fragilizar institucionalmente a Coordenação: Quanto a esta situação não precisaria de nenhuma ajuda deste jornalista, pois seus atos (ou a ausência deles), já se encarregam de demonstrar junto a sociedade e a comunidade acadêmica a situação real do Curso de Medicina da Unir. Além disso, não faço parte desta instituição de ensino, e minha vida não tem se portado em interesses subalternos.
 
5. Honestidade e verdade jornalística: Mais uma vez recomendo leitura e estudos de interpretação de textos. O artigo intitulado a Ação criminosa e vergonhosa no Curso de Medicina da Unir, não teve como pretensão em momento algum questionar os fatos administrativos e jurídicos relacionados ao ingresso dos quatro estudantes, por força de decisão judicial. O foco foi direcionado apenas a uma questão humanitária, de respeito, de solidariedade, de fraternidade, de alertar a sociedade sobre os atos de desumanidade que foram denunciados na imprensa.
 
6. Responsabilidade pela situação institucional de tensão, vivenciada hoje no curso de Medicina da UNIR, deve-se única e exclusivamente à ação inconseqüente, abusiva e irregular praticada pelo Reitor da Universidade Federal de Rondônia, Prof. Dr. José Januário de Oliveira do Amaral: O autor ou autores da nota nesta parte entram em total contradição quando inicialmente veiculam a não ocorrência de admoestações aos quatro universitários, ao confirmarem textualmente a existência de um clima de tensão na universidade. Indaga-se ainda que se estes algozes admitem como único responsável da tragédia o digníssimo reitor, porque então todas estas ocorrências agressivas com relação aos colegas beneficiados por sentença judicial?
 
Nada mesmo justifica as retaliações a estes quatro jovens. O artigo publicado respaldou apenas a minha aflição enquanto cidadão, pai e professor, pela gravidade dos fatos. Está faltando estudo e respeito. O respeito é sempre bom. Afirmar que este profissional tentando esconder a verdade dos fatos ataca estudantes, é um recurso promíscuo ou evidencia de forma grotesca a tentativa de justificar o injustificável, ou seja, as agressões. Em momento algum o problema foi tratado de forma generalizada.
 
Volto a defender a responsabilização civil, criminal e administrativa de todos aqueles que estejam praticando assédio moral. O fato de se questionar o ingresso de estudantes ao arrepio do edital do vestibular (que não está acima na hierarquia das leis), não respalda agressões, retaliações, constrangimentos e assédio moral. Da outra vez que contestarem, façam uma leitura mais atenciosa. Com tantas mazelas sociais acontecendo, com um curso fragilizado e com carências pedagógicas, a delinqüência acadêmica é mais repugnante ainda. Na Paz de Cristo. 
 
Paulo Ayres: Radialista, Jornalista, Professor Especialista, Tecnólogo em Gestão de Recursos Humanos e Técnico Legislativo. (contatos: 69-8116-9750/ email: pauloayres_jornalista@hotmail.com )
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