A prefeitura do município de Porto Velho, além de estar com a maioria de suas obras em vias públicas paralisadas, ainda "dorme no ponto" em relação ao grande trânsito de carretas e caminhões nas estreitas avenidas da capital. A rua Dom Pedro II é um dos maiores pontos de estrangulamento. No trecho entre a Tenreiro Aranha e Joaquim Nabuco, que concentra diversas lojas de móveis e eletrodomésticos, dezenas de carretas que descarregam mercadorias ficam estacionadas nos dois lados da pista, causando a paralisação do tráfego durante todo o dia.
A Avenida 7 de Setembro também é outra por onde trafegam diariamente centenas de carretas e caminhões, apesar de também ser estreita e estar sempre com as duas laterais da pista cheias de carros estacionados.
A dona de casa Patrícia Souza, que diariamente leva seus dois filhos à escola, disse a nossa reportagem que a prefeitura e a polícia só vão resolver o problema quando ocorrer uma tragédia, "é um completo descaso. Essas carretas trafegam como se estivessem nas estradas. Não respeitam a sinalização e ainda 'metem a cara' (sic) nos cruzamentos e nas rotatórias. Quando matarem uma família inteira, aí sim, vão se mobilizar para solucionar a situação", desabafou.
Os moradores do bairro Nacional também se queixam da municipalidade. As reclamações são inúmeras, principalmente sobre o abandono da obra da Avenida Farquar, para onde seria desviado o trânsito de carretas, que diariamente põe em risco a vida de moradores, "as ruas do bairro Nacional são estreitas e por aqui passam centenas de carretas carregando combustíveis e outros produtos químicos. Se acontecer um acidente e um caminhão tanque desses explodir, metade do bairro vai sumir do mapa, isso sem contar o grande número de vítimas. Ficamos felizes quando a prefeitura começou a fazer a obra da Avenida Farquar, mas aí a galeria que eles estavam construindo quebrou no meio e está lá, aquele monte de entulho que demonstra a irresponsabilidade do município", disse o morador do Nacional Francisco Ferreira, que vive no bairro há mais de 25 anos.
Outra obra paralisada da prefeitura que está causando transtornos ao trânsito é a da Avenida Vieira Caúla, que segundo a empresa vencedora da licitação, UNI Engenharia, seria entregue agora em dezembro. A empresa está sendo acusada de não pagar seus fornecedores e as obras estão paralisadas. A prefeitura não se manifesta sobre o assunto e na região quem sofre são os moradores e comerciantes, que já realizaram dezenas de protestos.