ARTIGO - O que é ter vocação para a política? - Por Onézio Soares

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Foto: Divulgação

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O que é ter vocação para a política? Na política é fácil constatar a diferença entre um político por vocação e o outro que entra na disputa por um cargo por livre e espontânea pressão de grupos. A vocação política é uma paixão por um jardim, já que "política" vem de polis, que quer dizer cidade.

A cidade era, para os gregos, um espaço seguro, ordenado e manso, onde os homens podiam se dedicar à busca da felicidade. Político é aquele que cuida desse espaço. A vocação política, assim, está a serviço da felicidade dos cidadãos, os moradores da cidade.

Dessa forma, um político por vocação é um apaixonado pelo grande jardim para todos. Seu amor é tão grande que ele abre mão do pequeno jardim que poderia plantar para si mesmo. O político é, antes de tudo, um jardineiro.

Quando se tem vocação para a política, as urnas conferem logo cedo esse diferencial. A hora de contar os votos é o momento em que todos ficam perplexos e se perguntam: por que motivos essa pessoa conquistou tanto a simpatia do eleitor?

A resposta é simples: O jardineiro por vocação dá sua vida pelo jardim de todos. A partir deste texto, quero convidar para a reflexão cada um dos que disputam um cargo nesta eleição. Será que sua vocação, antes da política, não é para ser médico, empresário, professor ou líder religioso, etc?

Existem professores por vocação e profissionais da educação. Os primeiros exercem as atividades com amor e prazer, sem necessidade de juramentos se dedicam a transformar vidas. Outros, só cumprem horários e trabalham somente para receber o salário no final do mês. O mesmo ocorre com outras profissões, vitimando aqueles que, certamente, não ouvem a própria intuição.

O que desejo ressaltar é a necessidade de se ouvir e respeitar o chamado interior, a tendência íntima, a vocação. Que nesta eleição, o eleitor esteja inspirado e tenha sensibilidade na escolha de seus representantes.

E que as pessoas que vão assumir o comando do Executivo em Janeiro de 2009 saiam dentre os "vocacionados", os "jardineiros", aqueles que têm sensibilidade administrativa e que estão efetivamente preparados para governar. Do contrário, serão “petecas” nas mãos daqueles que estão no comando e que só querem levar vantagens.
 
O autor é jornalista
 
Direito ao esquecimento

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