Ao escalar Confúcio Moura e Sueli Aragão para 2010, Raupp omitiu Marinha - a 1ª da lista - Por Paulo Queiroz

Ao escalar Confúcio Moura e Sueli Aragão para 2010, Raupp omitiu Marinha - a 1ª da lista - Por Paulo Queiroz

Ao escalar Confúcio Moura e Sueli Aragão para 2010, Raupp omitiu Marinha - a 1ª da lista - Por Paulo Queiroz

Foto: Divulgação

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1 – PMDB EM 2010 A eleição que se tem pela frente é - como todo mundo sabe - a que vai eleger prefeitos e vereadores daqui a apenas quatro meses. Mas aqui - e no resto do país -, não obstante os mais de 30 meses que dela nos separam, a quase ninguém escapa falar das eleições municipais sem incluir um comentário sobre os prováveis cenários que se descortinam da disputa de 2010 – isto quando não se esquece o pleito deste outubro para tratar exclusivamente da contenda ainda a quase três anos de distância. Tal foi o caso da reportagem publicada na Página 2-3 da edição deste 29 de maio do jornal “Folha de Rondônia”, onde se dá conta de que o senador Valdir Raupp (PMDB) até fala de outros temas igualmente relevantes para o Estado no momento – tipo a expectativa dos rondonienses com a mudança de titulares no Ministério do Meio Ambiente e as iniciativas da política para tentar resolver a questão da dívida do extinto Beron. Mas quando o assunto deriva para a política eleitoral, a abordagem que se tem é sobre a sucessão no Palácio Presidente Vargas. Que, aliás, serve ao título da matéria – “Dois surgem do PMDB a 2010” – e, por conseqüência, à abertura do texto. Nada obsta. Faz parte. Faz parte, leitor, do abecedário mais elementar dos manuais da política isso aí que o senador Raupp acabou de exercitar. É próprio de quem está na oposição o lançamento precoce de candidaturas majoritárias, enquanto a cautela nessa seara é a marca de quem está no governo. O leitor poderá objetar lembrando que isso não impediu de o presidente Lula da Silva (PT) aparecer com a ministra Dilma Roussef, Chefe da Casa Civil da Presidência da República, a tiracolo tentando vender seu peixe. De fato. Mas não se deve esquecer que muito antes de o governo dizer que o PAC foi a ministra que pariu, as oposições já haviam oferecido os governadores tucanos Aécio Neves (MG) e José Serra (SP) às cogitações públicas sobre o tema. Sem falar de Ciro Gomes (PSB), que é ministro (Integração), mas ameaça correr por fora. 2 – CHANCELA OFICIAL Enfim, por aqui, em que importe o governador Ivo Cassol (sem partido) ter parecido inclinar-se inicialmente para o deputado Neodi Carlos (PSDC), depois para o vice-governador João Cahulla (PPS) e sempre ter insinuado que o senador Expedito Júnior (PR) é o cara para 2010, jamais o fez do modo claro com que o senador Valdir Raupp, na reportagem de que se falou, apresentou os prefeitos Confúcio Moura (Ariquemes) e Sueli Aragão (Cacoal), nessa ordem, como os nomes do partido que poderão disputar a sucessão no Palácio Presidente Vargas. Nada, porém, que já não tivesse transitado no âmbito das cogitações quer dos articulistas do setor ou das vozes roucas das ruas. Há muito que o jornalismo político do pedaço especula sobre as possibilidades dos ex-deputados e atuais prefeitos Confúcio Moura e Sueli Aragão no que diz respeito ao projeto do PMDB para 2010 em RO, no fundo reproduzindo o que há mais tempo ainda ecoa pelas ondas da rádio peão. Possivelmente por isso a notícia da “Folha de Rondônia” tenha chamado a atenção de quase ninguém. Mas há novidade aí – e não é pouca. Eis que, do dia 29 para cá, os nomes de Confúcio Moura e de Sueli Aragão, peemedebistas de raiz (convém não perder de vista), decolaram das ilações do jornalismo político e se desgrudaram do rumor que passa para elevarem-se ao patamar oficial do acolhimento partidário: como jamais o havia feito antes de público, quem os anunciou enquanto quadros do PMDB que poderão disputar o governo em 2010 foi a única pessoa em Rondônia capaz de conferir plenitude legal à proclamação - ou seja, o presidente regional do partido no Estado. A par do fato novo, a declaração do dirigente peemedebista é tanto mais significante não apenas pelo que ficou registrado – porque disso, afinal, informalmente já se sabia -, mas, sobretudo, pelo que, entre as coisas de que também de igual maneira já se sabe, deixou de ser dito. E o que é que, tanto quanto se sabia a respeito de Confúcio e Sueli, se sabe do PMDB que Raupp não disse? 3 – OMISSÃO MARINHA Primeiro, que o próprio senador Raupp é opção de ponta. Pelo menos para lá de recorrente na boca do povo. Mas sobre isso a crônica política pouco pode especular, porquanto reiteradamente ele tem dito que sua prioridade é a reeleição – e o anúncio encontra abrigo na lógica tanto quando se perscruta a estratégia partidária quanto se interroga a razão pessoal. Quer dizer, como o anúncio faz sentido tanto na perspectiva pública quanto na da vida privada, não é legítimo a imprensa dele duvidar ou nele não crer, conquanto não se possa impedir de a população permanecer cultivando suas suspeitas. Agora o que não dá nem para o povo entender e nem o jornalismo digerir é por que a deputada Marinha Raupp não foi incluída entre os nomes da declaração pública do presidente do PMDB rondoniense. Caso se busque o auxílio da lógica para tentar processar a informação, a retificação é inescapável – não bastasse a omissão, pela ordem, o nome da parlamentar precederia os anunciados. Para o jornalismo, além de fácil, é impossível à análise chegar a outro lugar. Afinal, além dos quatro mandatos, a deputada é recordista absoluta em disputas proporcionais no Estado, com mais de 65 mil votos em 2006. Muito mais significativo, porém, é o fato de que em mais da metade dos colégios eleitorais, ficou entre os três deputados mais votados, sendo a 3ª em oito, a 2ª em sete e a 1ª em 14 municípios. Obteve mais de 3 mil votos em Porto Velho e, para se ter uma idéia, este foi o seu pior desempenho. Ademais, o fato de o seu gabinete viver entupido de prefeitos permite intuir a qualidade e o volume do seu trabalho. Enfim... No que diz respeito aos bastidores – gente de todos os partidos para quem a política é tema cotidiano -, até as convenções de junho de 2010, mil vezes Valdir Raupp vai dizer que Marinha não é alternativa para a sucessão governamental e em igual número de ocasiões todos vão fazer troça. Deboche, por certo a imprensa não fará. Mas parar de especular, isso nem que a vaca tussa.
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