A situação da Favelinha, invasão no bairro das Placas, é crítica. Oito casas desabaram e mais 172 estão sob risco devido às fortes chuvas deste mês. As famílias que tinham para aonde levar seus pertences, como mobília, panelas, a madeira e telhas que restaram das casas, receberam ajuda e transporte da Defesa Civil. Os demais moradores permanecem no local esperando por uma solução.
Muitas casas entortaram e ainda mantêm-se de pé, porque estão escoradas por estacas, o que não garante segurança alguma aos moradores que se desesperam em busca de ajuda para sanar o problema.
“A gente não pode nem dormir com medo. A qualquer momento, a casa pode cair. Se isso acontecer, vamos morar embaixo da ponte, porque não temos lugar para ficar”, disse Maria Doralice Felix do Nascimento.
Para chamar a atenção das autoridades, os moradores fecharam a rua principal do bairro das Placas e prometem continuar protestando se não forem tomadas providencias cabíveis ao caso.
“Ninguém vai com briga, porque aqui só tem gente de paz e que acredita em Deus. Só queremos uma solução. Se não tiver uma atitude dos moradores, as autoridades não vêm”, declarou, Doralice.
O local foi invadido há 8 anos e muitos dos atuais moradores tinham comprado as terras dos invasores, como é o caso de Wiliam de Melo, que pagou R$ 750 no terreno e quase R$ 6 mil na construção da casa.
“Agora, vou ter que desmanchar tudo o que suei para construir e ainda estou pagando o empréstimo que fiz ao banco. É duro ver a gente perder tudo e não poder fazer nada. O pior é que acabei de fazer a cerca ontem.”
Para piorar o quadro, a maioria das vítimas está desempregada, e alguns vivem apenas do benefício do Bolsa-Família, que serve para alimentar cinco a seis pessoas por família.
“Vamos orar a Deus que nos ajude, porque não temos outra saída. Vamos pedir que não venha mais chuva, aí, talvez, as coisas melhorem, pelo menos, um pouco, e que as autoridades competentes façam alguma coisa pela gente”, concluiu José Fernandes.
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