ASSISTA: Debate Band governo Rondônia, seis candidatos frente a frente

Rondovisão TV reúne seis candidatos ao governo nesta terça, das 11h às 13h30. Rejeição, segurança e crise fiscal devem dominar o primeiro confronto direto

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Foto: Reprodução

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A Rondovisão TV, afiliada da Band em Rondônia, realiza nesta terça-feira (18) o primeiro debate entre os candidatos ao governo do estado nas eleições de 2026. Das 11h às 13h30, seis candidatos se enfrentam ao vivo sob mediação do jornalista Marcelo Reis, com transmissão simultânea pela TV e pelas plataformas digitais. É o primeiro teste direto de discurso da campanha — e o momento em que rejeições, alianças e ausências começam a cobrar seu preço.
 
 
 
Seis candidaturas, seis estratégias em choque
 
O estúdio reúne perfis que dificilmente se cruzariam fora do período eleitoral. Marcos Rogério (PL) chega como o candidato do bolsonarismo, lançado nacionalmente com o padrinho político Flávio Bolsonaro, e como oposição ao atual governo estadual. Hildon Chaves (União Brasil), ex-prefeito de Porto Velho, aposta na imagem de gestor e no alerta reiterado sobre a crise fiscal do estado.
 
 
Adailton Fúria (PSD) tenta converter exposição em crescimento, após uma largada de campanha agressiva contra Hildon. Expedito Netto (PT) carrega a máquina discursiva da esquerda e a promessa de R$ 1,58 bilhão para "salvar" a Caerd. Samuel Costa (PSB), empresário que declarou patrimônio saltando de zero para R$ 36 milhões em 12 anos, vende o perfil de outsider bem-sucedido. E Pedro Abib (MDB), confirmado na convenção de 25 de julho, tem no debate sua maior vitrine até aqui.
 
 
 
Rejeição: o elefante no estúdio
 
Nenhum dado pesa mais sobre o debate do que a rejeição. Segundo levantamento divulgado pelo Painel Político, Marcos Rogério carrega a maior rejeição entre os pré-candidatos: 43% dos eleitores afirmam que não votariam nele de jeito nenhum.
 
 
Isso transforma o senador em alvo preferencial. A tendência é que os adversários explorem o desgaste para tentar consolidar o voto anti-PL — enquanto Marcos Rogério precisará defender seu piso eleitoral sem ampliar o teto de rejeição. O desempenho de hoje dirá se ele consegue sair da defensiva.
 
"Sem edição, sem filtro, sem roteiro: só o confronto de ideias", promete a Rondovisão sobre o formato do debate.
 
 
Crise fiscal, Caerd e segurança: os temas inevitáveis
 
Três pautas devem atravessar todos os blocos. A primeira é a situação das contas públicas: Hildon vem afirmando há meses que a crise nas finanças estaduais "é muito pior do que prevíamos" — e será cobrado a detalhar como reverter o quadro sem sacrificar serviços.
 
A segunda é a Caerd, transformada em símbolo da falência de serviços essenciais e no centro da promessa de Netto. A terceira é a segurança pública, que entrou de vez na campanha após o ataque a tiros ao local de gravações da campanha de Hildon Chaves em Porto Velho — um episódio que nenhum candidato poderá tratar como secundário.
 
 
O teste dos nanicos e o risco do anonimato
 
Para Pedro Abib e Samuel Costa, o debate vale mais pelo tempo de exposição do que pelo placar imediato. Em disputas estaduais com muitos nomes, quem se comunica bem no primeiro confronto ganha cobertura, cresce nas buscas e passa a ser considerado pelo eleitor indeciso.
 
O inverso também é verdadeiro: quem gagueja, foge do confronto ou desaparece no estúdio tende a encolher antes mesmo da propaganda eleitoral gratuita. A Band, que tradicionalmente abre a temporada nacional de debates, funciona como termômetro precoce desse processo.
 
 
Um dia duplo de confrontos
 
O debate dos titulares abre um dia histórico para a cobertura eleitoral em Rondônia. À noite, às 19h30, o Rondoniaovivo realiza o primeiro debate entre candidatos a vice-governador, com presenças confirmadas de Everton Leoni (PSD), Mauro Santos (MDB), Rodrigo Camargo (PL) e Cirone Deiró.
 
A coincidência de datas não é casual: com a campanha ainda morna nas ruas, os veículos correm para pautar o confronto e forçar os candidatos a saírem do discurso de palanque. Para o eleitor, é a primeira chance real de comparar os projetos lado a lado.
 
 
O que observar além das propostas
 
Mais do que o conteúdo das respostas, o debate de hoje revela postura. Vale observar três movimentos: se Hildon conseguirá se colocar como gestor acima da polarização; se Fúria manterá o tom agressivo diante das câmeras ou se moderará para ampliar o eleitorado; e se Marcos Rogério tratará os adversários como alvo principal ou poupará munição para o segundo momento da campanha.
 
Há ainda a dinâmica entre oposição e situação estadual: parte dos candidatos que se opõem ao atual governo defende que questões ideológicas não devem atrapalhar o desenvolvimento de Rondônia — uma frase que, dita ao vivo, pode render tanto aplausos quanto ataques.
 
 
O primeiro debate não vence eleição — mas perde
 
A literatura eleitoral brasileira é pródiga em exemplos de candidatos que não venceram no primeiro debate, mas perderam nele: um destempero, uma gafe, uma ausência de resposta que vira clipe e circula por semanas nas redes.
 
Em Rondônia, onde o eleitorado é pragmático e a campanha de rua ainda está começando, o confronto de hoje funciona como primeiro filtro de credibilidade. Quem chegar ao estúdio com discurso testado sai maior; quem improvisar pode passar semanas tentando apagar dois minutos de televisão.
 
A pergunta que o debate responderá não é quem vai ganhar a eleição. É quem está, de fato, preparado para governar um estado em crise fiscal, com serviços essenciais sucateados e a segurança pública no centro do medo cotidiano — e quem só está preparado para disputar uma eleição.
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